segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Memórias em vinil (CCCVII)

1968 foi o ano em que Júlio Iglesias trocou a baliza do Real Madrid pelo mundo da música. A sua estreia foi no Festival internacional da canção de Benidorm. Era o início de um sucesso estrondoso, que nunca teve como jogador de futebol. Outros tempos...  mas ele diz que La vida sigue igual. Tonterias!
Boa noite e boa semana

Um cavalo na Cidade Proibida





Emmanuel Macron foi a Pequim e levou um cavalo para oferecer a Xi Jinping.
É pouco provável que algum dia um qualquer escritor europeu replique “A Viagem do Elefante” de Saramago e escreva um romance  sobre a “Viagem do Cavalo”. 
Embora alguém dotado de  alguma perspicácia possa descortinar  similitudes entre a embaixada de D. João III a Viena e a viagem de Macron a Pequim, o bom senso obriga a reconhecer que  os tempos são muito diferentes e a viagem, embora muito mais longa,  foi feita de avião e com toda a gente a dormir – o que obrigaria a uma grande dose de imaginação para resumir as peripécias em meia dúzia de páginas.
É no entanto forçoso reconhecer que a viagem de Macron a Pequim revelou um grande sentido de oportunidade do presidente francês.
Aproveitando a indefinição governativa em Berlim e a incógnita do Brexit, Emmanuel Macron foi dizer a Xi Jinping que (pelo menos por agora) é ele o dono da bola europeia. Deu especial enfoque às questões ambientais- sem perder a oportunidade de mandar um remoque a Trump-  e, obviamente, concretizou muitos negócios aproveitando a brecha aberta por vários países europeus( Alemanha incluída) com a questiúncula sobre a compra de empresas de sectores estratégicos por parte de empresas chinesas.
Macron não se limitou a conquistar  pontos na área económica e diplomática.  Procurou conquistar  Pequim também através da estratégia dos afectos. Por isso apresentou “credenciais” falando em mandarim  e divulgou mesmo um vídeo onde está a aprender a pronunciar as palavras  em mandarim.
A oferta do cavalo insere-se nessa estratégia.  Quando Xi Jinping visitou Paris,  não se cansou de enaltecer  os 104 cavalos que o escoltaram.  Alguém tomou boa nota disso e transmitiu a Macron, que decidiu presentear o presidente chinês com um cavalo do corpo de elite francês. Nunca tinha sido feita uma oferta igual, mas Macron sabe como é importante para os chineses a linguagem dos afectos para  “embrulhar” bons negócios.
Enquanto recebia o cavalo, ao líder chinês não terá escapado o olhar firme que Macron dirigia para Berlim em jeito de aviso a Merkel:
"Estou em Pequim a conquistar os chineses e, simultaneamente, em Roma, a reunir com os países do sul. A UE falará a uma só voz, mas acabou o tempo em que a Alemanha escrevia o discurso e os outros assinavam por baixo".

As indignadas do CDS



A história da Raríssimas cheira a estábulo que tresanda. Devo dizer que desde o momento em que percebi que Cristas deixara de cavalgar a onda da Raríssimas, suspeitei de um efeito boomerang  que obrigasse a minimizar os danos.
Surgiu então a notícia de  que Teresa Caeiro  pertencera aos órgãos sociais da Raríssimas quando era secretária de estado. A centrista negou mas, dias mais tarde, veio a provar-se que estava a mentir.
Agora, em véspera de fim de semana, o país ficou a saber que o subsídio de 150 mil euros  que Vieira da Silva concedeu à IPSS teve por base um parecer favorável de uma militante do CDS ( Ana Clara Birrento), então presidente do Instituto de Segurança Social.
Este mulherio do CDS tem uma lata do caraças!