quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Jogo viciado


Desde miúdo que sou céptico em relação à justiça. A frequência do curso de Direito apenas me ajudou a confirmar aquilo que já suspeitava: a justiça é um jogo viciado onde os poderosos vencem (quase) sempre.  Para os outros ( a maioria) a justiça é uma roleta russa onde sai vencedor quem melhor conhecer e souber manejar a arma ( as leis).
Mas não é só nos tribunais que a justiça é iníqua. Também na justiça  desportiva a lei é aplicada em função dos protagonistas, sendo regida pela discricionariedade de quem julga. Era ainda uma criança quando vi um Calabote a fazer todos os esforços para falsificar um resultado e, desde  então, sempre desconfiei da isenção dos árbitros. Ao longo da vida vi Paixões, Reinaldos, Rolas e quejandos, manipular resultados em função dos seus amores clubísticos e do respeito por quem manda no mundo do desporto.
Continuo a acreditar que, na generalidade, os juízes e os árbitros são honestos, mas basta uma maçã podre para adulterar a verdade e  conspurcar o bom nome da classe. Ontem, uma dessas maçãs podres pegou no apito e entrou num estádio de futebol disposto a falsificar um resultado. Não conseguiu, mas a  sua desonestidade foi tão evidente, que só a cobertura corporativa que a classe dá aos seus correligionários desonestos, impede que o senhor seja severamente punido e irradiado.
Não, não foi na Luz que esteve esse homem  do apito que envergonharia a classe se, porventura, os árbitros tivessem vergonha.