terça-feira, 17 de julho de 2018

Chamem um notário, p.f.*




A ministra da Igualdade espanhola decidiu mostrar ao mundo que gente idiota também pode ser ministra Daí, resolveu  fazer alarde da sua estupidez e  apresentou uma proposta, no sentido de um acto sexual que não tenha o consentimento expresso da mulher, seja considerado violação 
Gostaria muito que a ministra explicasse se  o consentimento tem de ser reconhecido presencialmente por um notário, ou basta que o macho apresente como prova uma gravação, onde a parceira diga solenemente: 
"Juro, por minha honra, que vou para a cama com este gajo de livre vontade"
Até quando teremos de assistir a esta degradação do poder político que escolhe para cargos de governo gente sem um mínimo de capacidade cívica para o desempenho das funções?
Este caso deveria ter levantado um sobressalto cívico em Espanha, não se desse o caso de os espanhóis terem perdido capacidade para se indignarem, deixando essa tarefa para as mulheres.
*Tenho sido assediado por uma espanhola, mas não avanço, porque tenho medo que ela me acuse de violação. Um Homem hoje em dia tem de saber defender-se...

15 comentários:

  1. Francisco de Sousa Rodriguesterça-feira, 17 julho, 2018

    Esta gente em vez de fazer uma (psic)análise em condições, vão para cargos de poder para dar azo à doideira...Valha-nos Freud, Bion e Coimbra de Matos!

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    1. Permita-me que me arme em bonzinho e diga que se trata apenas de uma proposta irresponsável e nada conforme com o bom senso :-)

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    2. Francisco de Sousa Rodriguesquarta-feira, 18 julho, 2018

      É um cavalheiro!
      Mas, estas coisas fazem-me lembrar as teorias castradoras que ao longo dos tempos têm povoado a cultura humana, agora com vestes supostamente progressistas.

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  2. Li e talvez não tivesse compreendido a intenção do post. Se o acto não tiver o consentimento da mulher é violação. Onde está a dúvida?

    Também pode acontecer entre casais. E não me refiro a "hoje não, meu amor, estou com dores de cabeça. Oh, faz lá um jeitinho..." :))

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    1. Catarina "Se o acto não tiver o consentimento da mulher é violação. Onde está a dúvida?" A dúvida não está em lado nenhum, é isso mesmo. Mas.... a Catarina leu o "post". Sabe o que é "consentimento expresso"? Não é 31 de boca é "expresso", isto é com possibilidades de ser provado, e é válido para as duas partes.

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    2. Obrigada, CN. Sim, li a postagem, apesar de considerar a sua perguta como retórica.

      Não considerei o significado de "expresso" como "possibilidade de ser provado", mas sim como "uma declaração, afirmação com palavras que não têm que ser escritas ou provadas".

      A minha opinião continua a ser a mesma. Não significa não.

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    3. Compreendo o seu ponto de vista, Catarina, mas ao querer transformar em Lei a necessidade de "consentimento expresso" está-se a apontar para um caminho perigoso. Ou se define o que é consentimento expresso, ou abre-se a porta à arbitrariedade da interpretação dos tribunais. Isso é mesmo muito perigoso...

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  3. Carlos, acho que atendendo ao que se tem passado em Espanha e à actuação dos juízes a ministra tem razão. Não se trata duma declaração expressa, mas sim explicita, penso que não será escrita e há muitas maneira implícitas de expressar o que se quer. também acho que não se está a falar de ser na cama. mesmo na cama eu tinha uma colega que algumas vezes desabafou comigo e que me mostrou a parte interna das pernas todas cheias de nódoas negras porque o marido se queria servir dela quando chegava a casa com uma valente bebedeira. Ela chegou a ir a uma Ervanária para ver se lhe arranjavam alguma mistela para que ele deixasse de beber.

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    1. Respondo-lhe com o que escrevi à Catarina, Anphy… Uma Lei ou é clara, ou abre portas à arbitrariedade e isso é perigoso

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  4. Também não percebo muito bem a intenção e o alcance da medida.
    O que é sempre muito mau.

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  5. Abri o link da notícia e li:
    ""Se uma mulher não disser 'sim' de forma explícita, tudo o resto é 'não'. É assim que será preservada a sua autonomia, a sua liberdade, o respeito à pessoa e a sua sexualidade", disse a vice-primeira-ministra e ministra da Igualdade na terça-feira numa comissão parlamentar."

    Assim, concordo com o Carlos. Mesmo sendo eu mulher não posso deixar de concluir que este propósito legal é um saco de gatos. Quem afere a explicitude do "sim" da mulher? Quem desambigua a situação? Como se pode preservar a autonomia da mulher com base em premissas tão pouco realistas e exequíveis?

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    1. É exactamente essa frase que me encanita, Célia. É um princípio inadmissível, que promove o livre arbítrio

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  6. A proposta da ministra da Igualdade espanhola, no sentido de um acto sexual que não tenha o consentimento expresso da mulher, seja considerado violação, é um plágio. A Suécia já pratica essa lei depois do # metoo.

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