sábado, 2 de junho de 2018

Lição da semana

A geração U-30 sabe tudo sobre novas tecnologias , mas tem um problema: não sabe nada de História e ainda não percebeu como isso lhe vai atrapalhar o futuro.

15 comentários:

  1. E a quem se deve atribuir a culpa?

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    1. Uma boa pergunta, para a qual não há resposta definitiva, provavelmente... mas eu arriscaria dizer que a culpa não é deles...

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  2. Sem passado não há futuro. Hoje são apenas uns desenraizados, não pertencem a lado nenhum.

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    1. A primeira frase do seu comentário é uma verdade cristalina que só gente que está a envelhecer mal não compreende. Quanto ao resto, não sou tão radical, Anphy. Apenas digo que não gostaria de pertencer a essa geração e em nada os invejo.

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  3. Como eu gostaria de pertencer à geração U-30, mesmo que fosse obrigada a esquecer os meus conhecimentos em história.

    A geração U+30 não governa melhor o mundo, apesar de todos os conhecimentos adquiridos e absolutamente inúteis.

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    1. Ficaria a perder muito com a treoca, teresa, e certamente não faria parte do meu círculo de amizades, pois seria uma idiota. Sem cultura e conhecimento do passado, não há futuro e negá-lo é contrariar a evidência a troco de um elixir mental de juventude. Não gosto...
      Prefiro viver com os conhecimentos adquiridos e ser governado por gente do establishment, do que por grupos de empreendedores miméticos. Se um dia me der um exemplo de um país onde os U-30 estejam no governo a desempenhar um papel meritório, talvez mude de opinião. Até lá, a única certeza que tenho é que a geração U-30 é muito empreendedora, mas tem um profundo desrespeito pelo ser humano. É a geração do Eu Ldª que faz do egocentrismo modo de vida, promove o culto da personalidade, tem um amor incondicional ao dinheiro, que trata como uma divindade e se encostou aos partidos de poder para subir na vida, ou milita na extrema direita onde só faz borradas. ( Não generalizo, obviamente, mas lamento que a minha amiga esteja tão desejosa de pertencer à geração do nihilismo absoluto. Eu prefiro saber envelhecer)

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  4. Não se pode pensar de jeito sem contar com o passado. É amputar o tempo.

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    1. Amputar o tempo, desdenhar o passado e, o mais grave, recusar compreender que não há futuro se negarmos o passado. O Sócrates, infelizmewnte, também pensava que o ensino da Históreia e da filosofia eram uma perda de tempo e acabou a assinar um livro com alguns conceitos filosóficos interessantes.

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  5. Francisco de Sousa Rodriguessegunda-feira, 04 junho, 2018

    O Carlos chama a atenção de uma coisa que me arrepia na "minha" geração (já passei dos 30 por um ano e meio, daí as aspas), que é um certo desdém por aquilo que cheire a ciência social. Claro está, que este desdém é também produto do modelo sócio-económico vigente há três décadas, o qual vê as ciências sociais como uma futilidade, um dispêndio, uma coisa que não é "cost-effective", tudo isto porque tais ciências são uma poderosa arma contra tão tão disfuncional sistema.

    Quanto ao facto de ser governado por pessoal da minha idade, até me dá vontade de recitar cinquenta vezes as insígnias da Cruz-Medalha de São Bento! Qualquer pessoa com dois dedos de sanidade sabe bem que para se "chegar lá" em condições é preciso crescer e aprender muito, pois isto do "bem comum" é coisa séria e não pode estar em segundo plano.

    (Evidentemente, sou um inveterado amante de História...)

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