terça-feira, 12 de junho de 2018

Contra o povo, lutar, lutar!



A greve de comboios a sul de Coimbra, que se inicia hoje às 12 horas e se prolonga até final do dia  13, já me parecia inusitada mas, ao saber que os sindicatos marcaram greve a norte de Coimbra para os dias 23 e 24 de junho, confirmei as minhas suspeitas: as greves decretadas pelo sindicato ferroviário são manifestamente contra o povo e nada têm a ver com reivindicações dos trabalhadores.
Desmontado que já fora o argumento da falta de segurança ( o governo e a empresa garantem que os comboios continuarão a circular com dois funcionário, não havendo por isso qualquer alteração, como aliás acontece desde 1998) as greves dos comboios marcadas para as vésperas e dias que assinalam as festas populares mais concorridas do país são greves contra o povo, cujos interesses os sindicatos dizem defender.
O caminho que o sindicalismo está a seguir em Portugal é perigoso e descredibiliza ainda mais  a luta sindical, pois em muitos casos tem como único propósito desgastar o governo. O BE já percebeu isso há muito, mas o PCP que continua a servir-se dos sindicatos para mostrar a sua força continua a  prejudicar os trabalhadores que jura estar a defender. 
Entre as muitas greves que se anunciam para os próximos tempos, há algumas que me parecem justas, uma ( a dos professores) sobre a qual mantenho muitas dúvidas mas que me continua a parecer essencialmente corporativa, e outra que é um disparate, por não ter qualquer reivindicação séria e credível e, ainda por cima, despreza o povo que, tendo já tão poucas ocasiões para se divertir, ainda se vê privado de transportes em duas noites de folia.
Reitero, por isso, a recomendação que fiz aqui ontem. Mandem as facturas das vossas despesas à CGTP. 
E mais não digo, para não ser inconveniente e acusado de fascista por um  qualquer sindicalista estilo Mário Nogueira que, apesar de não saber o que é dar uma aula há décadas, continua a pensar que é professor.

4 comentários:

  1. Francisco de Sousa Rodriguesterça-feira, 12 junho, 2018

    Os caminhos-de-ferro já são o mal-amado cá do burgo, quanto mais darem machadadas em alturas importantíssimas de movimento de pessoas sem motivo atendível.
    No fim, mais uma colherinha de chá às manipulações dos defensores da supremacia do mercado e do privado.

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  2. Vem-ma à memória, vá lá saber-se porquê, 'o povo é quem mais ordena'.
    Fico com uma dúvida, de que lado devemos colocar o povo, neste emanharado de interesses?

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  3. Este também é dos tais que quero assinar.

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