quarta-feira, 30 de maio de 2018

Mas, pelo menos, matem as ratas de sacristia!




Quando foi do aborto, pediam: "Não matem o Zezinho"
Com a eutanásia  pedem : "Não matem os velhinhos"
Ninguém nos livra destas ratas  de sacristia?
Estão prontas a emprenhar do senhor cura, porque se tiverem de fazer um aborto será uma bênção de Deus e sabem que se for preciso apressar a morte da avó, para receber a herança,  contarão com o aval  do senhor pároco, depois de acertada a dízima.
A minha Mãe esteve dois meses num sofrimento atroz, porque as Unidades de Cuidados Paliativos não tinham vagas.  Um dia passou uma daquelas  irmãs piedosas pela enfermaria do Santa Maria e disse à minha Mãe " Aguenta aguenta, porque é essa a vontade de Deus". 
Eu só não a corri da enfermaria à pedrada, porque nunca bati em mulheres, nem aprovo a violência, mas  tive que reunir todas as minhas forças para não a mandar chatear a puta que a pariu.
É com esta gente que o PCP se identifica? Ora f....!

terça-feira, 29 de maio de 2018

Oportunistas de m....!

É tudo o que se me oferece dizer ao PCP, face à posição relativamente à eutanásia.
Resta-me pouco tempo de vida mas, mesmo que ainda tivesse muito, nunca mais votaria no PCP, nem  para os órgãos sociais de uma associação recreativa.
Vão meter-se na vossa vida, mas não na minha,seus c.....

domingo, 27 de maio de 2018

Apesar de ser domingo...




Hoje não há café, mas há caixa de correio
Depois de 8 dias de "molho" finalmente levantei-me, mas ainda não estou em condições de retomar a rotina.
Voltarei logo que possível mas, até lá, sugiro-vos que deixem aqui os vossos recados. Tentarei responder a todos.  
Entretanto deixo aqui o  meu:
Nunca se comportem como CR 7!
Depois de um jogo apagadíssimo e vendo-se ofuscado por Gareth Bale, o madeirense não resistiu a reclamar a ribalta. 
Não poderia ter escolhido pior momento para "comunicar ao mundo"  que poderá estar de saída do Real Madrid,  sobrepondo a sua imagem  e os seus interesses pessoais à vitória da equipa e festejos da equipa.
Desrespeitou os colegas e menosprezou o sucesso da equipa, por mera vaidade pessoal.
CR 7 é um  mimado, um falso humilde, que desde sempre me irritou. Tem má índole, é egoísta e está-se marimbando para os interesses da equipa em que joga, porque só pensa nele. Como ser humano, CR7 não presta.
Vá para a China, siga a carreira de modelo ou actor de cinema, vá derreter a fortuna que graças ao seu extraordinário talento muito justamente conseguiu onde e como lhe apetecer mas, por amor da Santa, deixe de nos chatear. E, acima de tudo, deixe de me envergonhar. 
O egocentrismo  exacerbado de CR7  contribui para degradar a imagem dos portugueses em Espanha, mas PIOR DO QUE ISSO, é ter-me obrigado a pôr-me ao lado do execrável e chauvinista presidente do Real, Florentino Perez.

  

segunda-feira, 21 de maio de 2018

A Justiça no confessionário


 Salvato Trigo, reitor da Universidade Fernando Pessoa,  foi acusado de desviar fundos da Universidade em benefício próprio e de familiares.
Salvato Trigo  pediu que o julgamento fosse efectuado à porta fechada e o juiz acedeu ao pedido, sem que se conheçam as razões que justifiquem a decisão,
O "Público " pediu para ter acesso ao processo, mas o juiz recusou.
Quando toda a gente pede transparência na política, é no  mínimo estranho que um juiz não tenha de justificar à sociedade a razão de ter autorizado o julgamento à porta fechada de um caso de corrupção. 
Não deixa de ser estranho que, numa época em que a comunicação social tem acesso a escutas e aos pormenores mais sórdidos de  casos de justiça  envolvendo corrupção de políticos, um ex-reitor acusado de desviar 2,2 milhões de euros de uma universidade, seja julgado à porta fechada.
Demo-nos por satisfeitos, porém, pois ficou a saber-se a sentença deste julgamento feito no confessionário: 15 meses de prisão com pena suspensa!
Ou seja, apenas mais três meses do que o mendigo que há meses roubou um polvo do supermercado.
Poder-se-ia argumentar que o homem que roubou o polvo é um ladrão incorrigível enquanto Salvato Trigo é um homem de bem que teve um "deslize" e está genuinamente arrependido. Só que não é verdade... Salvato Trigo já tinha sido condenado a 10 meses de prisão, igualmente com pena suspensa, no final dos anos 90 do século passado. Motivo? Desvio de verbas do Fundo Social Europeu.
Estranha-se, por isso, este julgamento de sacristia à porta fechada. E porque tenho a certeza absoluta que Salvato Trigo não corrompeu o juiz ( os juízes são a única classe profissional neste país absolutamente impoluta e acima de qualquer suspeita) resta-me manifestar a minha perplexidade pelo facto de a comunicação social ( com excepção do Publico) não ter revelado quaisquer pormenores sobre o misterioso julgamento do ex-reitor da Universidade Fernado Pessoa



domingo, 20 de maio de 2018

Rua dos Cafés (5)










Ir a Roma e não visitar o Café Greco, na via Condotti , é ainda mais grave do que não ver o Papa. Talvez por isso, nas diversas vezes que estive em Roma nunca vi o Papa, mas nunca falhei uma visita ao Greco.
Fundado por um grego no século XVIII (1760) foi local de tertúlias e ponto de encontro obrigatório para os estrangeiros que viviam em Roma, durante os séculos XVIII e XIX. Por lá tertuliavam personagens tão diversas como Goethe ou Buffalo Bill, e compuseram alguns dos seus mais belos trechos musicais, Lizt ou Wagner.
Ao longo do século XX o Greco foi perdendo influência, passando a constar dos roteiros turísticos. Estive lá pela última vez com a Martinha e impressionou-me a sua decadência. Afiançaram-me que ia fechar para dar lugar a uma gelataria de uma multinacional.
Felizmente  a notícia não se confirmou. Ainda não voltei lá desde que reabriu mas, se algum dos leitores esteve lá nos últimos três anos,agradeço que me informe se mantém as mesmas características.
É que o Café Greco, bem perto da Piazza di Spagna, merece bem uma visita. Apesar dos preços escandalosos que lá se praticam.

sábado, 19 de maio de 2018

Humor fim de semana

- O seu dente está morto! 
- Atão, nesse case, arranca-se, nã é sr. Doutori? 
- Bem, se quiser posso pôr-lhe uma coroa... 
- Nã, nã, doutori... ê prefiro enterrá-lo sen cerimónias!

O leitor decide




Uma destas fotos foi tirada há duas semanas,durante a queima das fitas de Coimbra.
A outra foi tirada  em Abril, num parque de estacionamento em Lisboa, onde alguns turistas decidiram repousar. 
Gostaria de saber qual destas  vos deixa mais perplexo ou indignado. 
Nenhuma delas? Óptimo, caro leitor. Está pronto a ir viver para a selva.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Um perdão inexplicável

No meio do turbilhão de Alcochete e Alvalade, pode parecer que esta questão é de somenos importância. Mas não é...
Um Banco  perdoa uma dívida superior a  90 milhões de euros ao Sporting Clube de Portugal e isso não é notícia de primeira página, nem abre telejornais?
O Estado já investiu milhões no Novo Banco, pelo que  são os portugueses que estão a pagar o perdão da dívida ao SCP. Seria por isso natural que  fossem informados das razões que determinaram esse perdão. E é imperioso  que sejam pedidas responsabilidades a quem o concedeu.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

As intermitências de Renato

Renato Sampaio, presidente da concelhia do Porto do PS,  admite abandonar a política no final da legislatura. A "ameaça" surge na sequência de um post da sua senhoria no FB, em que o acusa de não pagar com regularidade as rendas da casa onde viveu durante mais de 40 anos e de ter deixado o apartamento em estado de degradação deplorável.
Não sei se a senhoria tem razão.   Socorro-me , porém, das palavras de um dirigente nacional do PS  durante um debate sobre rendas na AR:
"Qual a legitimidade de RS para falar em nome do PS sobre habitação, quando é acusado de não pagar uma renda de 180€? "
Não precisava deste exemplo para sustentar a tese de que Renato Sampaio está a mais na política. Bastava-me lembrar que  veio para a política  há 20 anos pela mão de Sócrates.
Nunca falei  com  Renato Sampaio, mas ouvi muitas das conversas que mantinha em tom propositadamente  audível com um grupo de "camaradas" que se costumavam reunir no Barril, um bar perto da casa onde ele vivia, nas Antas. O suficiente para perceber que está a mais na política e a sua saída deve ser saudada e incentivada pelo PS.
Já que o homem não sai já, pelo próprio pé, basta não o incluir na lista de candidatos a deputado do PS Porto.

O fotógrafo estava lá...


E registou o momento em que Jesus fugia de Alvalade

As virgens




Esteve muito bem Ferro Rodrigues nas críticas ao que se passou em Alcochete. Apesar de ser sportinguista, não se deixou obnubilar pela clubite e chamou os bois pelos nomes.
As declarações do Presidente da AR despoletaram uma série de indignações em virgens ofendidas que fazem parte deste governo. A começar por António Costa e MRS e a terminar no SEJD.
Ando a fazer esta pergunta há meses: quando é que o SEJD se demite? Ele é o rosto do governo nesta área e anda a assobiar para o ar há pelo menos um ano, garantindo que está tudo tranquilo. E manteve o discurso depois de um simpatizante do SCP ter sido morto e das agressões bárbaras à porta de vários estádios que se multiplicaram ao longo da época. O governo tem responsabilidades na escalada de violência e não pode armar-se em virgem ofendida. Acho ignóbil que o governo ( e a comunicação social) estejam a usar o SCP como bode expiatório, sacudindo a água do capote pela negligència com que têm encarado a violência no desporto. E isto não é exclusivo do futebol. A violência física e verbal nas modalidades de pavilhão está numa escalada imparável e ninguém faz nada. Isto de seremos um país de Brandos Costumes um dia vai acabar mal.
  Que diferença de atitude na análise ao que se passou  em Alcochete  e o silêncio, ou mesmo indiferença, com que   analisaram  as cenas de violência que ao longo da época  se verificaram em estádios de futebol, especialmente em Braga, Guimarães e Luz e que culminaram, na última jornada,  com uma bárbara agressão em Guimarães a um adepto que, pacificamente, ia ver um jogo de futebol.
A hipocrisia do poder político, fazendo do SCP o bombo da festa e ignorando as  responsabilidades do governo  causa-me um certo asco. 
Tanto, como o aproveitamento ignóbil  da direcção do SLB, que aproveitou para se vitimizar num comunicado que mete nojo pelo que encerra de oportunismo. Com gente desta ( e não há clubes incólumes, a começar pelo meu ) o desporto em geral- e o futebol em particular- não têm futuro em Portugal.
Espero que o governo tenha coragem para tomar as medidas que são necessárias para despoluir o futebol de gente que o está a destruir.
NOTA FINAL: Não precisam os comentadores do costume vir para aqui dizer " a começar pelo Pinto da Costa". Essa conversa fede e eu, apesar de amar o meu clube, sei muito bem fazer a destrinça; não vejo  santinhos nos dirigentes do FCP e demónios corruptos nos dos outros clubes.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Isto não é um elogio...

Sinceramente, custa-me muito  acreditar que Bruno de Carvalho seja suficientemente inteligente para montar um esquema de corrupção com os contornos que têm vindo a público.

Está tudo doido?

O PAN  apresentou ontem uma proposta, na AM de Lisboa, para que seja permitido o transporte de animais de médio e grande porte na CARRIS.
Estes patuscos não esclarecem se os animais devem ter passe ou outro título de transporte e, inicialmente, também não percebi o que se entende por animais de grande porte.Comecei , por isso, a preparar- me  para aguentar não só o cheiro a sovaco, mas ainda o da pocilga ou estrebaria.
Também dei graças aos deuses por o PAN não terem equacionado a possibilidade de obrigar os passageiros a cederem o lugar a vacas ( não se incluem bois nem touros) ou suínos e outros animais de provecta idade quando acompanhados por seres humanos.
Graças aos esclarecimentos de alguns amigos do FB fiquei mais descansado. A medida aplica-se, POR AGORA, apenas a cães e gatos de grande porte.
Fixem o que vou escrever a seguir: a próxima proposta do PAN será exigir que os animais possam entrar nos hospitais para visitar os donos.
Riam-se, riam-se... eu também me ri quando soube que o PAN tencionava apresentar uma proposta para que os animais de companhia pudessem entrar em restaurantes...

Notícia de última hora!

Afinal, a canção israelita tinha uma mensagem subliminar que terá escapado a toda a gente. Aquilo que muitos pensaram ser a imitação do cacarejar de uma galinha, era apenas a Netta (  que foi uma militar dedicada) a imitar rajadas de metralhadora abatendo palestinianos indefesos. 

terça-feira, 15 de maio de 2018

A Bombeiral da Moda

Bruno de Carvalho disse que as agressões bárbaras em Alcochete foi "chato".
Jaime Marta Soares, presidente da Mesa da AG e da Liga dos Bombeiros, viu a casa a arder e marcou uma AG para...segunda-feira!
Se o SCP merecia um presidente com mais tacto e mais nível, os portugueses mereciam ter um chefe de bombeiros mais eficiente. Lembrem-se disso quando recomeçarem os incêndios e esse parvalhão do Marta Soares vier fazer críticas à Protecção Civil

Saias para cima, calças para baixo!



Nos idos de 60, quando a cidade do Porto ainda era uma pasmaceira de onde me apetecia fugir todos os dias, um professor de Filosofia do Liceu Alexandre Herculano  ficou célebre, por ter proferido esta frase numa aula do 6º ano do liceu ( hoje 10º ano de escolaridade)
Nessa época, pelo menos em Lisboa e Porto,  só a  partir do 6º ano ( e apenas em alguns liceus) havia turmas mistas. Neste caso concreto, a aula decorria numa sala em anfiteatro e ao proferir a frase “Saias para cima, calças para baixo!” o professor Filinto não estaria a pensar nas cenas do vídeo acima. Apenas estava a usar alguma malícia para dizer que não consentia “misturas” e as raparigas deviam  sentar-se nas últimas filas ( onde ele provavelmente poderia ver melhor as pernas a algumas miúdas mais descuidadas) e os rapazes nas primeiras.
Felizmente para ele, naquela época ainda não havia redes sociais, a indignação  não se propagava à velocidade de um anónimo traque e os jornais tinham notícias mais importantes para dar. Não foi por isso condenado  em praça pública por obscenidade ou conduta imoral.
Lembrei-me disto, quando li um artigo na “Visão” sobre a  “ Fraternidade de S. Pio X” ,uma igreja dirigida pelo padre francês Samuel Bon que entrou em conflito com o Papa Francisco.
Chamaram-me particularmente a atenção estas duas frases extraídas de um sermão transcrito no boletim da Fraternidade
“Quando vemos uma mulher de calças deveríamos pensar não tanto nela, mas em toda a humanidade, de como será quando todas as mulheres se masculinizarem. Ninguém ganhará com uma futura época de imprecisão ambiguidade, imperfeição e, numa palavra, monstruosidades”
E ainda
“ O que estas mulheres serão capazes de dar às suas crianças, tendo usado calças durante tanto tempo e com a auto estima determinada mais pela competição com os homens do que pelo seu papel como mulheres?”
(Os sublinhados são meus. O autor destas palavras é o cardeal Siri)
Não me espanta que haja a pessoas que ainda pensem assim. Custa-me é  aceitar que esta mentalidade se esteja a disseminar, ao ponto de esta Igreja já ter cinco locais de culto. Dois em Lisboa, um no Porto, outro em Fátima e ainda um no Funchal.
E não pensem que  os fiéis desta Igreja são apenas velhinhos esclerosados ou saudosistas de um certo passado… Há muitos jovens de 15, 16 e 17 anos atraídos por esta  nova Igreja.
Talvez escreva sobre isso noutro dia.

Direitos dos imigrantes

Num país que proclama receber os imigrantes  calorosamente e onde o próprio primeiro ministro garante que Portugal precisa deles, a  manifestação de imigrantes à porta da AR não devia ter acontecido.
Mas aconteceu e, ao que parece,  com toda a razão. Como se justifica que imigrantes com contratos de trabalho, a  fazer descontos  para a Segurança Social, estejam ilegais há uma década?  A burocracia não explica tudo e o governo deve uma explicação. Aos imigrantes, obviamente, mas também aos portugueses.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Lisboa Desaparecida




Lembram-se do Hotel  Penta em Lisboa, entre a Praça de Espanha e a 2ª circular?  Foi um hotel de referência em Lisboa, muito frequentado noutros tempos. Agora mudou de nome. Chama-se  Marriott.

A canção dos bandidos




A primeira vez que vi/ ouvi a canção  de Israel achei aquilo uma palhaçada. Quando soube que era a principal favorita cheirou-me logo a esturro.
A vitória demonstra que a Eurovisão voltou a ser ( se é que alguma vez deixou de ser) um palco para jogos políticos.
No meio de algumas canções melosas , mas bonitas, só jogadas de bastidores podem justificar o triunfo de uma  mistura de sons robóticos sem qualquer musicalidade. A canção israelita é um aborto musical ao serviço de dois bandidos: Trump e Nethaniau
Perante a recusa da maioria dos países europeus em comparecer à fantochada da inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém, que viola  as normas internacionais e as deliberações unânimes da ONU, os bandidos jogaram uma nova cartada. A vitória da concorrente israelita determina que em 2019 o Eurofestival  se realize em Israel. Nethaniau não perderá a oportunidade de  mostrar ao mundo qual é a capital do país, realizando   o espectáculo em Jerusalém.  A reacção  dos países europeus participantes será determinante para contrariar os objectivos da dupla de assassinos Trump/ Benjamin. Se aceitarem ir a Jerusalém, estão a avalizar o reconhecimento da capital de Israel e a reconhecer a vitória de uma dupla de bandidos
Entretanto,  Israel continua a agir com toda a impunidade. Ataca a Síria e o Irão e  manda o exército disparar sobre  os palestinianos desarmados  que se manifestam na faixa de Gaza. Isso é legítima defesa?
Esqueçam a Coreia do Norte. A aliança israelo-americana, com o beneplácito da Arábia Saudita, é uma das maiores ameaças à paz mundial.  Que tenham conseguido manipular um festival de canções, garantindo a vitória de um espantalho robótico  a lançar uns grunhidos, é uma clara demonstração da sua força.

É obrigatório proibir (4)

Não sendo seguro que as radiações emitidas por antenas de telemóveis não sejam prejudiciais à saúde (existem estudos contraditórios sobre o assunto), é inegável que o uso de telemóveis se transformou numa praga. Eu não percebo qual foi a necessidade de criar condições para a utilização do telemóvel no metropolitano , mas sei já não é a primeira vez que de regresso a casa, fico a saber o que vai jantar a senhora que está sentada no lado oposto da carruagem ( posso não a ver... mas ouvi-la ouço concerteza), assisto a reprimendas de mães extremosas a filhas tresmalhadas, discussões entre casais, trocas de promessas de amor entre namorados. Não direi que a coisa mais desagradável do mundo é ser obrigado a ouvir pessoas aos gritos dentro do metro, na tentativa de se fazerem ouvir do outro lado, apenas porque há ainda algo que considero pior. Ou haverá coisa mais desagradável, do que estar a comer uma boa refeição, em agradável companhia, e na altura em que diz à companheira de circunstância "os seus olhos fazem-me lembrar as águas do Atlântico ao pé da Quinta da Marinha", ser interrompido pelo toque do telemóvel dela, deixando-lhe suspensa entre os lábios o resto da frase "... e se fossemos tomar um whiskey até lá casa?".
A inspiração vai-se num ápice e a consequência imediata é querermos puxar de um cigarro mas, infelizmente,escolhemos um restaurante para não fumadores...
Meus amigos, lá diz o ditado que "amor com amor se paga" por isso, se estou proibido de fumar em locais públicos, para não incomodar o próximo, exijo que os telemóveis também sejam proibidos nesses mesmos locais, para me evitarem incómodos e não estragarem a perspectiva de uma bela noite!

domingo, 13 de maio de 2018

Qual foi a parte que não perceberam?

Rui Vitória não deu os parabéns ao FC do Porto. Acho que fez muito bem. Não alinhou em hipocrisias.
Agora, quanto a ter havido ou não justiça na vitória do FC do Porto lembro que foi a equipa com mais golos marcados, com menos golos sofridos e  ( dito não por mim mas por alguns árbitros comentadores  e por Rui Santos, a equipa mais prejudicada pelos árbitros entre os 3 grandes. 
Posto isto só faço uma pergunta: qual foi a parte que os  fanáticos desesperados da segunda circular não perceberam?

Rua dos Cafés (4)


Em todas as cidades onde vivi, encontrei sempre um ou dois cafés que faziam parte das minhas rotinas e me ajudaram a perpetuar memórias.
Em Buenos Aires, porém, esse número aumentou exponencialmente. A capital argentina é um verdadeiro tesouro para quem aprecia cafés ( mais de meia centena estão referenciados como património cultural e histórico da cidade) sendo muitos deles recheados de histórias.
Quando lá vivi, a minha primeira paixão foi o celebérrimo Café Tortoni, na Av de Mayo, bem perto da Casa Rosada, sede do governo. Mas muitos outros, como o La Biela ou a Confiteria Ideal ( onde a Laura tentou ingloriamente fazer de mim um tanguero) continuam a ser visita obrigatória sempre que vou a Buenos Aires.
Mas é  do Café/ Confiteria Richmond que retenho algumas das melhores recordações de Buenos Aires . Localizada na Calle Florida, em pleno centro da cidade, era um dos cafés preferidos do ainda jovem Borges e de muitos outros intelectuais e artistas argentinos.

Naquele cenário de candelabros, madeiras inglesas e mesas com tampos de mármore, da Buenos Aires dos anos 20, me sentei centenas de vezes. Fosse para tomar um café rápido, acompanhado de uma mini medialuna, fosse para repouso mais prolongado de leitura, na companhia de um chocolate quente ou de um mate em fins de tarde invernosos, a Richmond era visita diária, quase obrigatória.
Ali respirava a atmosfera porteña , embalado pelo cenário ou à conversa com clientes habituais, desde executivos a empregados de escritórios que, ao final da tarde, faziam da Richmond o seu porto de escala, antes do regresso a casa. Foi na Richmond que alinhavei muitos artigos e reportagens, depois concluídos no remanso da casa em Maipú, ou em SanTelmo.

Fiquei ontem a saber que a Richmond fechou as suas portas no último sábado. De madrugada, sem pré-aviso e para surpresa de todos, incluindo empregados, que no dia seguinte se apresentaram ao trabalho, como habitualmente.
Desapareceu um dos cafés/confiterias mais emblemáticos de Buenos Aires, palco de animadas tertúlias. Morreu um bocado da História bonaerense e morreu um bocado de mim. No lugar da Richmond vai surgir uma loja de artigos de desporto…americana!
Em Dezembro, quando regressar a Buenos Aires, vou lá pôr um ramo de flores com um cartão onde escreverei “ Os Yankees roubaram um bocado da minha vida. Hijos de una puta madre!”

AVISO: Texto reeditado. Versão original publicada em 25 Agosto de 2011. Não cumpri a promessa do último parágrafo porque  a vigilância era apertada e não me apeteceu experimentar os calabouços argentinos.

sábado, 12 de maio de 2018

Leituras por indução


Lembrei-me deste livro quando constatei que perdi demasiado tempo ( mais de 1 hora!) a ver o Eurofestival.

Só de pensar que há tanta coisa boa para ver  e avida é tão curta, arrepelo-me todo. Mas, pior ainda, foi perceber que a vitória dos irmãos Sobral ano passado de nada valeu. Talvez a qualidade musical do concurso tenha melhorado, mas o resultado final foi a vitória de uma  monstrinho a vomitar sons. Uma grande m...... 
Sorte para os 250 mil que estiveram nos Aliados e uns largos milhares que viram a festa pela televisão. Aquilo sim, foi música de muita categoria.

Humor fim de semana

 Estávamos em casa, sentados na sala. Eu estava a mexer no telemóvel e a minha mulher estava a ver televisão. Pedi-lhe, por favor, para me ir buscar uma cerveja ao frigorífico.

Ela respondeu que não ia porque queria ver aquela parte da novela.

Aí, o telemóvel dela, que estava na cozinha, tocou. Ela levantou-se rapidamente e foi ver quem era.

Era uma mensagem que dizia : "Já que estás na cozinha, podes trazer-me uma cerveja, por favor ?"
 ( Do baú do HenriquAmigo)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

20 anos depois



Amanhã, sábado, após o jogo em Guimarães, o FC do Porto será recebido na Câmara do Porto.  Os adeptos portistas vão finalmente poder voltar a celebrar o título com a equipa, no local apropriado. Só a cegueira de Rui Rio e a falta de ligação à cidade,  impediu  que os portistas comemorassem as conquistas nacionais, europeias  e mundiais no coração da cidade.
Com Rui Moreira, portista e portuense confesso, o FC do Porto regressa a um local onde  não vai desde 1999.
Será, certamente, uma noite de festa memorável que, infelizmente, serei obrigado a seguir pela televisão.

Tiro ao boneco

"Quando um tipo está caído, todos os cães lhe mijam em cima"
Quando, depois de tantos anos de silêncio, vejo este tiro ao boneco com sabor a requentado, só consigo pronunciar uma palavra: COBARDES

Sobre os oráculos. Read my lips ( actualização)



Só hoje tive oportunidade de ler a segunda parte da entrevista de Marcelo à RR e Público Ainda bem que o fiz, pois pude confirmar  o que já há muito   suspeitava: O que  muita gente retém das entrevistas não é aquilo que os entrevistados disseram, mas sim o que jornalistas e comentadores  dizem que eles disseram. 
Na verdade, o que eu li no "Público" sobre a posição do PR face aos incêndios, por exemplo, nada tem a ver com o que foi "interpretado" por comentadores e alguns jornalistas. 
 MRS até reconhece o trabalho feito pelo governo e admite que será difícil não haver mais incêndios de grandes proporções nos próximos anos. 
Concluo, portanto,  que a partir de agora, não vale a pena comprar jornais para ler uma entrevista. O melhor é esperar que comentadores e jornalistas interpretem as palavras do entrevistado.
Já não há pachorra para estes profissionais dos oráculos. Sinto falta dos jornalistas. Mas, já agora, não me coibo de fazer a minha interpretação. Então aqui vai:
A entrevista de MRS não é um conjunto de recados a António Costa, mas sim uma série de avisos à esquerda.
Por exemplo: se não aprovarem o OE 2019, eu convoco eleições antecipadas e vocês vão mesmo ter de engolir o Bloco Central. Ou mesmo um governo PSD/ CDS
E porque é que faço esta interpretação?  Porque me apetece e me dá jeito.  Ou seja, uma interpretação com bases tão " científicas"  como as de alguns jornalistas e  comentadores encartados.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A lógica dos extremos

Extrema esquerda e extrema direita preparam-se para formar governo em Itália.

Uma questão de ética




Ainda sou do tempo em que as pessoas se indignavam porque um congresso de médicos era patrocinado por laboratórios, ou a Nestlé pagava a especialistas para fazerem um estudo a enaltecer as qualidades de alguns dos seus produtos.
A questão azedou  em meados dos anos 70, quando se soube que um leite para bebés da Nestlé,muito publicitado provocou a morte de centenas de crianças africanas. As pessoas indignaram-se, a comunicação social deu enorme relevância ao assunto ( em parte graças ao papel da escritora e activista alemã  Traude Bührmann
Com o passar do tempo, a evolução das técnicas de sedução publicitária ( onde merece destaque o product placement) a e o crescente poder sedativo das imagens, as pessoas deixaram de dar importância ao assunto.
Por outro lado, de forma  cada vez mais consciente, deixam-se inebriar pela publicidade que apela ao hedonismo e esquecem a ética que deve presidir  à sua actividade profissional, aceitando patrocínios de empresas cujas práticas e produtos são contrários- ou mesmo antagónicos-  aos princípios que defendem.
Um exemplo? A Mc Donalds e a Coca Cola são duas das empresas  patrocinadoras do congresso dos nutricionistas  a decorrer em Lisboa.
Embora haja  nutricionistas a contestar esta opção da Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN)  os responsáveis da Ordem dos Nutricionistas acham a escolha natural ( Tão Natural como a sua sede?).  Não descortinam qualquer contradição, incompatibilidade ou violação da ética profissional, no facto de um congresso de profissionais que promovem formas de alimentação saudável, ser patrocinado por empresas que produzem aquilo a que se convencionou chamar junk food.
Estas práticas ( que não são novidade, nem sequer recente) continuam a provocar-me alguns engulhos mas, apesar de tudo, considero preferível que sejam feitas às claras. Como  no caso da Conferência  organizada pela Faculdade de Direito de Coimbara sobre a Legislação contra os maus tratos a  animais, patrocinada por uma ganaderia.

É obrigatório proibir (3)


Outra campanha proibicionista que viria a calhar era contra as pipocas. Aviso já que sou consumidor/ apreciador do produto, mas nos locais próprios: nos bares e discotecas, numa esplanada, em feiras e arraiais e em casa. Agora em salas de espectáculos é que não me convencem a consumi-las e defendo desde já a proibição do seu consumo nas salas de cinema portuguesas. Para além de ser uma iniciativa pioneira, que poderia projectar Portugal na Europa, a medida acabaria com o degradante espectáculo de sermos perturbados pelo incomodativo mastigar alheio. Além disso, podem ocorrer situações desagradáveis e mesmo perigosas para a saúde dos cidadãos. Como é o caso de, durante uma cena cómica, sermos atingidos por uma rajada de pipocas saídas da boca do espectador da fila de trás que, tendo acabado de meter à boca uma mão cheia das ditas, não foi capaz de conter as gargalhadas e as expeliu para cima dos vizinhos, misturadas com algumas dezenas de perdigotos. È inestético, pouco higiénico, e põe em causa a saúde pública.
Abaixo as pipocas nos cinemas! Viva a pastilha elástica!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Uma greve indecente!



Há dias, escrevi  este comentário num post do António:
"Os trabalhadores da saúde têm um compromisso com os doentes que é traído com as greves. Mas isso justifica que sejam proibidas? Sinceramente, ainda não cheguei a uma conclusão definitiva".

Hoje, ao ver uma reportagem sobre a greve no IPO, que impediu a realização de diversas cirurgias oncológicas, comecei a formar uma opinião.
Já aqui defendi a greve dos trabalhadores da saúde, cujas reivindicações me parecem justas mas, quando ouço um responsável do IPO dizer que algumas dessas cirurgias eram curativas e o seu adiamento poderá ter consequências graves para os doentes, começo a sentir uma coisa a subir dentro de mim.
É fácil concluir que o atraso dessas intervenções cirúrgicas poderá ter efeitos irremediáveis para alguns doentes oncológicos por isso, só um mentecapto pode defender a irresponsabilidade.
Já ouvi dizer que a questão se solucionava com a imposição de serviços mínimos. Talvez... mas isso em nada altera a minha opinião: a greve de trabalhadores da saúde que ponha em risco a vida de UM- APENAS UM- doente é uma greve criminosa.
NADA- ABSOLUTAMENTE NADA- justifica uma greve quando se põe em causa a vida de seres humanos. E o trabalhador de saúde que coloca vidas em risco,está a trair os compromissos com os doentes por cuja vida jurou lutar até ao limite.  Devem, por isso, ser tratados como aquilo que realmente são.

Para acabar de vez com os incêndios...



... não é preciso investir demasiado em helicópteros e outros meios de combate aos fogos. Imperioso é ser eficaz na tomada de medidas preventivas e acabar com os incendiários.
Já sabemos que há madeireiros implicados ( e quais são). Agora talvez fosse boa ideia afastar  de todo o processo os corporativistas que ateiam fogos para defender interesses das suas corporações.
Dito por outras palavras... fazer ao Marta Soares presidente da Liga dos Bombeiros, o mesmo que Bruno de  Carvalho fez ao Marta Soares presidente da Mesa da  AG do Sporting:  Meter o homem na ordem

Caderneta de cromos (63)




Apesar de sempre ter considerado Vital Moreira um homem  abjecto, oportunista e com um apego imenso ao tacho, nunca lhe reservei um lugar nesta caderneta, porque sempre o vi como um polvinho talhado para comer à mesa do OE por  si e por interpostas pessoas.
Vital Moreira não tem coluna vertebral. Saltita e partido em partido  e muda de opinião em função das conveniências. É uma figurinha oportunista e rasteira, uma Zita Seabra de bigode, que entra para esta caderneta de cromos pela porta pequena e sem direito a mais do que uma nota de rodapé. E já agora uma legenda: canalha!
Obviamente que não é pelo que está escrito nesta imagem que entra para a caderneta de cromos, mas sim porque me provoca urticária  ver um ex comunista, que vive como um nababo, a elogiar os tempos de austeridade.  

terça-feira, 8 de maio de 2018

O populismo de Marcelo Rebelo de Sousa

No discurso do 25 de Abril, Marcelo Rebelo de Sousa alertou - e bem- para os riscos dos populismos.
Não me parece  no entanto, muito  curial, que uma semana depois MRS dê uma entrevista em que o populismo está sempre presente.
Seria mais prudente o PR  abster-se de dizer  que provocará eleições antecipadas se o OE 2019 não for aprovado, mas pareceram-me mais graves e lamentáveis as declarações de MRS  sobre a Justiça.
É certo que a Justiça é exasperantemente lenta e paira no ar uma sensação de impunidade que beneficia os poderosos ( Ainda gostava de perceber o arquivamento dos processos de Oliveira e Costa e Dias Loureiro no caso BPN), mas um  PR não pode, em circunstância alguma, sugerir que quando a justiça é lenta e não funciona, deve ser a política a decidir. 
Igualmente reprovável e populista é a velada ameaça, no caso de se repetirem os incêndios. MRS sabe que ninguém pode garantir que não se repita o caos de 2017. Mais... sabe tão bem como eu que o mais provável é que , mesmo sem mortes, se repita o cenário dantesco do último Verão.
MRS considerou ser este o momento ideal para manifestar o seu desagrado com a geringonça e a sua preferência por outra solução política, mas não precisava de recorrer ao argumentário populista.
Quem não quer ser populista, não lhe veste a pele...

Todos lo saben ( Ai, que saudades!)




Começa hoje o Festival de Cinema de Cannes.
Como muitos saberão, durante muitos anos  estive presente em trabalho para publicações sul americanas. Tenho imensas saudades desses anos, sendo que um dos momentos mais inesquecíveis foi a entrevista a Penélope  Cruz, em 2010, que a Brites deixou aqui registado.
Este ano o Spike Lee e  Jean Luc Godard partem como favoritos à Palma de Ouro, mas o filme que me está a despertar mais curiosidade é " Todos lo Saben"  ( do iraniano Asghar Faradi- o mesmo realizador de O Apartamento) com Penélope Cruz e  Javier Barden. Uma história que começa em Buenos Aires e termina(?) nos arredores de Madrid.
Outro tema que vai animar o Festival é a polémica entre o produtor Paulo Branco e o realizador de "O Homem que Matou Dom Quixote". A seguir com atenção..

ME TOO ( em versão tuga)

Não retiro uma palavra ao que escrevi AQUI, mas...
Se os vigaristas me irritam, ainda me irritam mais aqueles que, depois de usufruírem privilégios à custa deles e terem estado caladinhos durante anos, aproveitam as suas colunas nos jornais para se vitimizarem e  atacarem os vigaristas de cuja conduta beneficiaram.
São piores que ratazanas a fugir do barco quando se começa a afundar. Fazem-me lembrar uma espécie de ME TOO à portuguesa.

Quando o ridículo mata!

Eu sei que o SLB  nunca reconheceu, uma única vez, que o FC do Porto tenha vencido um campeonato com mérito. Este ano não podia, por isso, ser excepção.
Entristece-me,  no entanto, pelos bons amigos e familiares benfiquistas vacinados contra o fanatismo, que a actual direcção encarnada se cubra de ridículo ao  anunciar a elaboração deste dossiê.
Só gente muito desesperada se cobre de ridículo, quando invoca situações destas, mas se esquece que tem um defesa central que devia ter sido expulso pelo menos 3 vezes nos últimos cinco jogos. Ou esquece os casos em que foi escandalosamente beneficiado pela disciplina desportiva. 
No entanto, depois de ouvir Rui Vitória  e outros dirigentes benfiquistas queixarem-se da arbitragem do Sporting/ Benfica, ninguém pode levar a sério as palavras daquela gente. Queixarem-se de   Bruno Fernandes não ter sido expulso e esquecer que Ruben Dias ( que até nem devia ter jogado em Alvalade, porque devia ter sido expulso no jogo com o Tondela) cometeu dois penalties claríssimos,  entra no anedotário futebolístico.
O  Benfica não tem moral para falar de arbitragens, mas  falar de moral ou ética a dirigentes do SLB é o mesmo que pedir  aos proprietários de um lupanar que deixe m de explorar mulheres.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Foi bonita a festa pá...




Há precisamente 40 anos eu atravessava o Atlântico para vir comemorar a conquista do Campeonato.
Era a primeira vez que festejava o título ( o último fora conseguido quando eu tinha apenas 9 anos) e,  por isso, justificava-se voar de Washington ao Porto para assistir ao jogo da consagração no velho estádio das Antas.

Nunca esquecerei esse dia, que durante muitos anos apenas equiparei à alegria sentida com a conquista da Taça dos Campeões Europeus ( nesse dia de Maio de 1987 voei ,mas baixinho, desde Braga ate ao Porto) e, posteriormente, da Liga dos Campeões Europeus ( que festejei em Lisboa, surpreendido com  o mar de gente na Av da República). 
Equiparo a conquista ontem alcançada a esses extraordinários êxitos internacionais. Não só pelo simbolismo da vitória, mas também porque pela primeira vez nos últimos 30 anos o FC do Porto não partia como candidato. Todos os analistas lembravam que o FC do Porto, além de estar intervencionado pela UEFA, tinha o plantel  mais fraco dos 3 grandes , pelo que as aspirações dos azuis e brancos deviam  resumir-se a lutar com o Sporting de Braga por um lugar que lhes permitisse o acesso directo à  Liga Europa . Alguns, mais condescendentes, admitiam que se o sorteio fosse favorável, o  FC do Porto poderia aspirar à conquista da Taça de Portugal.
Embora depositasse uma crença inabalável em Sérgio Conceição e esteja habituado a ver o meu clube fazer das fraquezas forças, no início da época apontava para a conquista da Taça de Portugal  e o 2º lugar na Liga, como as exigência possíveis.
Nem o facto de termos começado a época em grande estilo fez alterar a minha convicção de que o título era uma meta quase impossível.  O plantel era curto e  mais cedo ou mais tarde viriam as lesões.Com o decorrer da época o meu cepticismo foi dando lugar à esperança, mas as vergonhosas arbitragens que nos escamotearam  6 pontos nos jogos de Vila das Aves, Moreira de Cónegos e no Dragão frente ao Benfica, voltaram a lançar a dúvida. O título estava talhado para  os encarnados e vislumbrava-se  uma passadeira estendida para o Penta.
A indomável crença portista conseguiu , porém , contra tudo e contra todos, conquistar um título em que ninguém fora do clube  acreditava, mas cujo mérito ninguém de boa fé contesta.
Não fora o meu estado de saúde e ontem teria estado no Dragão a festejar este saboroso título. Com a mesma alegria com que festejei o de 1977/78  e as conquistas europeias. Mesmo assim, segui a par e passo todos os festejos. Emocionei-me como se lá estivesse  e participei da festa como pude. Foi um justo e saborosíssimo título que apenas me deixou o amargo de boca de não poder festejar na rua. 
Mas, para compensar, constatei que ao contrário do que acontecia há 20 ou 30 anos, há muitos portistas aqui no Estoril. A maioria, jovens, o que prova a expansão do portismo que a tantos tem preocupado.