segunda-feira, 26 de março de 2018

Portugueses adoram um par de cornos




Já se sabia que Gabriela Canavilhas vê nas touradas cultura e Assunção Cristas um bailado.
Já se sabia que há inúmeros grupos de aficionados por esse país fora , dispostos a defender as touradas até às últimas consequências, afrontando a lei.
Há dias, na sequência de um referendo na Academia,  a Comissão Organizadora da Queima das Fitas de Coimbra anunciou o fim da garraiada, respeitando assim a decisão referendária. 
Ao conhecer os resultados, o Dux Veteranorum  marimbou-se  para a democracia e garantiu que haveria garraiada.
Não consigo encontrar outra explicação para a paixão desmedida de portuguesas e portugueses pela tourada, a não ser uma enorme atração por um par de cornos.
Razão tinha o Juca Chaves quando cantava "Esta é a vida que eu sempre quis/ eu sou cornudo, mas eu sou feliz"

8 comentários:

  1. Provavelmente muitos portugueses sentir-se-ão bem nessa condição.
    Cantava bem Juca Chaves.
    Boa semana, Carlos.

    ResponderEliminar
  2. Há muitos anos, numa visita a Portugal, me levaram para assistir uma tourada. Eu detestei, não aguentando ver até o final. Quanto ao Juca Chaves, suas composições têm letras bastante significativas. Além e ser um excelente poeta.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Conheço mal a poesia do Juca Chaves, mas lembro-me de os meus pais terem vários discos dele lá em casa.

      Eliminar
  3. Pois eu também vi cá o Juca Chaves. Também fui com uma grande amiga do Montijo a uma tourada à Portuguesa da RTP. Por acaso senti repulsa quando, no intervalo, vi o 1º. cabo do Grupo de forcados amadores de Lx, Nuno S. Barreto (que até entrou no filme "Quo Vadis"), um seboso gordo, vestido de branco, acompanhado da sua namorada, grande fadista e senhora aristocrática Teresa Tarouca. Não é que um raio de um touro não queria entrar e saltou para a barreira e nós estávamos, salvo erro, na terceira fila. Já agora digo que não gosto de o ouvir dizer mal da Gabriela Canavilhas porque é uma grande senhora da Cultura. Não se esqueça que ela nasceu e foi criada na terra das boas vacas. O Carlos também não é tão novo que não se lembre do que o nosso povo, da aristocracia, adorava as touradas. Todos sofreram com o acidente que o Manuel dos santos sofreu e viveram em suspenso até à sua morte. decerto também não se esqueceu da famosa canção que a Maria José Valério dedicou ao grande Diamantino Viseu. Também não se esqueça que o veteranos da academia são aqueles que lá andam que não estudam nem deixam estudar.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Lembro-me muito bem, Anfitrite. As noites e 5ª feira na RTP eram ocupadas com touradas durante toda a época. Era uma seca e em minha casa não havia aficionados. A canção da Valério ao Diamantino Viseu é que não me lembro. Então a Anfitrite era aficionada? Que desgosto :-)

      Eliminar
  4. Ao contrário, Carlos.
    Se calhar até vou publicar algo acerca do tema amanhã.
    Quem se marimbou para o resultado do referendo foi o Conselho de Veteranos (uns democratas!!).
    O Dux anulou a deliberação do Conselho de Veteranos e convocou nova reunião para dia 2 de Abril, deixando desde já saber que acha que se deve respeitar o resultado do referendo.
    Nunca participei na garraiada, não me diz nada, não percebo o que é que martirizar um pobre animal tem a ver com tradições académicas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois a notícia que eu li mencionava o Dux como o chefe da rebelião dos Veteranos e garantia que a garraiada se iria realizar, Pedro. Fui então induzido em erro. Ainda bem!

      Eliminar