quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

2077- 10 segundos para o futuro



Hoje vale a pena escrever sobre uma série documental de excelência que está a ser exibida pela RTP às terças feiras, logo a seguir ao Telejornal.
Produzida pela própria RTP, 2077- 10 segundos para o futuro faz uma viagem a um futuro bem próximo, que os mais jovens terão oportunidade de testemunhar.
Como seremos, em que tipo de sociedade viveremos, quais os grandes problemas e desafios que as gerações vindouras irão enfrentar? Será possível viver na Terra? E quais são as alternativas? Como serão as cidades do futuro? Depois de um período de abundância, como irão os nosso filhos  conviver com a escassez de água ou de alimentos? Qual o impacto da  Inteligência Artificial no nosso quotidiano e no mercado de trabalho?
Mais do que uma antevisão do futuro, 2077 dá respostas a múltiplas questões  sobre o legado que vamos deixar às novas gerações e coloca uma questão fulcral: as nossas escolhas de hoje vão condicionar o futuro.
Num tempo em que, a propósito de questões económicas e financeiras, muito se fala sobre o legado que vamos deixar aos nossos filhos e netos, 2077 obriga-nos a reflectir sobre o estado em que lhes deixaremos o planeta.
Os três programas já exibidos comprovam que estamos perante uma série que é uma lufada de ar fresco no panorama televisivo nacional. Apoiada em testemunhos e depoimentos variados de reputados cientistas, sociólogos, filósofos, economistas, ambientalistas e muitos outros conceituados especialistas em diversas áreas, a série mostra-nos uma realidade  ainda escondida, mas prestes a explodir para modificar as nossas vidas num prazo de duas ou três décadas. O mais impressionante é que já convivemos com uma boa parte dessa realidade,mas ainda não nos apercebemos.
Na próxima semana será exibido o último programa. Antes da sua exibição já é possível concluir que, apesar da evolução  tecnológica que irá transformar as cidades, o mercado de trabalho, a mobilidade, os recursos hídricos e energéticos, há também uma involução regressiva. Fomos nómadas, aprendemos a ser sedentários e, no futuro, voltaremos ao nomadismo ( em certa medida, a globalização marcou o início do regresso  ao nomadismo mas, no futuro, a palavra terá um significado muito mais abrangente).
Vivemos em cidades-Estado, evoluímos para o Estado Nação, mas voltaremos a viver em cidades Estado de dimensões gigantescas, onde a mobilidade conhecerá  conceitos inovadores, a arquitectura estará ao alcance de cada um, graças à tecnologia 3D que nos permitirá construir a nossa própria casa, os computadores deixarão as secretárias  e entrarão nos nossos corpos, obrigando-nos a estar cada vez mais interligados.
Ver 2077- 10 segundos para o futuro deixa-nos com a sensação de que o futuro poderia ser maravilhoso, não fora o facto de estarmos a contribuir, com a visão imediatista que temos da vida, para  que tudo saia errado.
Sinceramente, não sei se gostaria de viver nessa época.


4 comentários:

  1. Excelente programa! E não é da RTP2!!! Até admira ser passado na 1. Muito interessante e educativo! Quem nos dera sermos capazes de seguir o que lá é defendido. Mas somos por de mais imperfeitos...

    Beijinho, Carlos.

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  2. O programa é bom, contudo...
    é pretensão adivinhar o futuro

    é que o impossível é tão só e apenas aquilo que ninguém prevê que possa acontecer
    até que aconteça

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  3. Parece ter interesse. Vou tentar ver o último programa. Mas não sei em que medida o futuro pode ser assim previsível. Acredito que há consequências que podem prever-se porque, cientificamente, vão acontecer. E tenho esperança na morte:). Pode que me leve antes de tão drásticas mudanças. Ou que não cheguem a acontecer por interferência não sei de quê.

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