terça-feira, 21 de novembro de 2017

Memórias em vinil (CCXCVI)

Cuidado com o frio!
Boa noite

Quando livraria (Bertrand) rima com mercearia

No dia do meu aniversário, a Bertrand enviou-me um vale no valor de 5€ para descontar numa compra superior a 25€.
Fiquei surpreendido porque sou cliente da Bertrand há muitos anos e nunca tinha recebido um presente de aniversário mas, obviamente, agradeci.
Esperei pela segunda segunda -feira de Novembro para ir às compras e descontar o meu vale. Feitas as escolhas apresentei-me na caixa. Ao fim de alguns segundos a empregada disse-me que havia um problema. O vale não pode ser descontado em compras de livros com menos de 18 meses.
Não estou habituado a dar ou receber presentes à condição. Embora aceite que a Bertrand condicione a oferta a um valor determinado, considero inaceitável que coloque como condição a "idade" dos livros.
Confrontado com a situação deixei os livros, o  vale "presente" e comuniquei que não voltaria a entrar na Bertrand. A livraria não perderá muito com a minha recusa mas, pelo menos, ficará a saber que há leitores que ainda diferenciam livrarias de mercearias e  promoções de livros de ofertas de merceeiro.

Onde é que isto vai parar?

Há dias escrevi aqui sobre a seca da nascente do "meu" Douro.
Este fim de semana ficou a saber-se que o Tejo está a morrer.
A diferença é que a morte do Tejo, além de causas naturais ( a seca)  está   a ser provocada por intervenção humana. Para ser mais preciso: a agricultura intensiva no sudeste de Espanha está a contribuir para a alteração do ecossistema num lago, onde a água já não flui. Também as descargas no  Tejo  efectuadas por empresas têm  contribuído de forma muito significativa para a  do doença que afecta o Tejo. A passividade das autoridades ambientais que há vários anos conhecem o problema e sabem quem são as empresas responsáveis não pode ser justificada com os custos económicos e sociais que resultariam do encerramento das empresas poluidoras. Os custos a pagar pelo país serão muito mais elevados se deixarem o Tejo morrer.
O Tejo é "apenas" o maior rio da Península Ibérica. Se morrer, a vida vai ser ainda mais difícil para portugueses e espanhóis.