domingo, 19 de novembro de 2017

À espera de uma limpeza geral

O ambiente no futebol está insuportável. 
O que está a ser posto em causa são  instituições como a justiça e entidades dirigidas por pessoas que não conseguem despir as vestes clubísticas quando têm de decidir.
Pode questionar-se o teor de uma sentença mas nunca- a não ser no âmbito do futebol- foi colocada a idoneidade e isenção dos juízes quando decidem. Muito menos se pode por em causa a isenção de um juiz, por ser adepto do clube A ou B e defender que só os juízes adeptos do clube que critica são isentos
Não vale a pena discutir se a culpa é dos dirigentes  ( a todos os níveis e não só dos clubes)  que não têm educação, nem  sabem falar ou ler, dos directores de comunicação que se comportam como incendiários, dos jornalistas que, na generalidade, não conseguem ser isentos, ou dos comentadores que, além de serem lacaios dos clubes, se  comportam num estúdio  de televisão como se estivessem à mesa do café.
O desrespeito pelos espectadores, leitores, adeptos e sócios é generalizado e não vejo hipótese de inverter a situação. Uns lutam despudoradamente por audiências, outros por poder no mundo do futebol, procurando alcança-lo sem quaisquer escrúpulos.
Não vejo outra maneira de parar esta escalada sem o contributo dos patrocinadores das Ligas Profissionais e das Taças de Portugal e da Liga.
No dia em que todos decidirem deixar de patrocinar estas competições enquanto persistirem as suspeições ou acaba a discussão, ou acaba o futebol. Talvez a segunda hipótese fosse mesmo a melhor solução.
Em tempo:  nem todos os dirigentes são iguais e meter todos no mesmo saco é injusto. Nunca vi Pinto da Costa ser ordinário, por exemplo. Já Bruno Carvalho e Luís Filipe Vieira, todos temos ouvido como falam.
E quanto a claques, vemos o lider dos Super Dragões ser condenado por causa de um cântico ( de muito mau gosto, mas foi só um cântico) enquanto as claques benfiquistas já mataram dois adeptos de um clube ribval e feriram gravemente atletas de outros clubes, nomeadamente o hoquista Filipe Santos, que esteve à beira da morte.
O pior defeito de um dirigente desportivo é, porém a cobardia. Ao negar a existência de claques no SLB, ou que o seu amigo Pedro Guerra tenha alguma vez sido funcionário do Benfica. LFV assume-se como um cobarde!

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (78)

Que c'est triste Venise numa manhã de Fevereiro de 1971!