quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Memórias em vinil (CCLXXXV)


E com esta arrepiante interpretação de Freddie Mercury e Monserrat Cabellé me despeço por hoje. Boa noite!

O crime compensa

É sabido que somos um país de brandos costumes, onde o crime compensa. Todos os dias temos exemplos dessa verdade Lapaliciana mas os governos, sempre que se proporciona uma oportunidade, agarram-na com ambas as mãos para nos recordar essa característica.
Foi o que aconteceu  hã dias, com a decisão do governo de deixar de isentar de IRS os cheques ensino.
A justificação do ministro das finanças é que muitos  cheques ensino não estão a ser usados para o fim a que se destinam.
Num país normal, habitado por gente normal e governado por gente que exija aos cidadãos o cumprimento das regras, o normal seria que as pessoas não utilizassem  os cheques ensino para outros fins e o governo punisse severamente os prevaricadores.
Só que em Portugal a fiscalização, além de cara, nunca foi vista com bons olhos, pelo que os governos optam por não fiscalizar.  Preferem cortar o mal pela raiz porque é mais fácil. Pouco lhes importa que pague o justo pelo pecador. Por isso, optou por acabar com os cheques ensino.

O PS não aprende?

A aliança do PS com o PSD em Almada e no Barreiro é contra natura e desprestigia a renovada imagem do PS, desde que Costa chegou à liderança e engendrou a geringonça. 
Não se pode andar a tecer (justas) críticas ao PSD e a atacar Maria Luís Albuquerque  e depois ir  fazer uma aliança com o PSD, numa autarquia onde a ex ministra das finanças foi candidata, só para manter o poder.
Dentro de quatro anos os eleitores almadenses vão castigar os socialistas mas, ainda antes, nas legislativas de 2019, o PS vai perceber que querer o poder ( autárquico) a todo o custo, tem efeitos a nível nacional.
E não me venham dizer que a culpa é da CDU, por ter recusado aliar-se ao PS. Os comunistas nunca poderiam aceitar uma coligação com o PS, porque os socialistas pura e simplesmente não têm um programa para Almada. 
Não têm programa porque nunca pensaram vencer, mas ganharam a câmara, porque muitos sociais democratas almadenses, indignados com as escolhas de Passos Coelho para a autarquia, votaram PS. 
Resumindo: foi pior a emenda que o soneto.