sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Memórias em vinil (CCLXIX)

E se ela não se chamar Caroline, de certeza que também é sweet. Por isso divirtam-se e tenham um excelente fim de semana. Boa noite

O Cinquentenário

Faz hoje 50 anos, um jovem deixou a casa dos pais e veio para Lisboa estudar. Trazia a cabeça povoada de sonhos e a certeza de que nunca seria advogado, apesar de estar inscrito na Faculdade de Direito.
Trazia na bagagem o entusiasmo de quem se ia tornar independente a muito breve prazo e que de Lisboa partiria para percorrer o mundo.
Cumpriu-se a sua vontade e o seu destino. Cinquenta anos depois, o jovem percorreu os caminhos que tinha traçado. Embora não tenha tido oportunidade de os explorar a todos como pretendia,  tem a convicção de que soube viver a vida e a aproveitou na plenitude. Nada tem para lamentar no dia em que o seu prazo de validade expirar. Isso é suficiente para ser feliz e encarar a morte com naturalidade. Como mais um capítulo da sua (não) existência.


Street Food



Ainda sou do tempo em que havia arraiais. Para quem não sabe, arraiais eram bailaricos em que havia roulottes ou tendas onde se vendiam couratos, cachorros, bifanas e outras iguarias ricas em gordura, cozinhadas em condições de higiene muito duvidosas. Juntavam-se uns putos a vender rifas para uma obra social, convidava-se um artista para animar  a malta, bebiam-se umas bejecas e estava feito.
Hoje em dia, organizam-se umas manifestações ao ar livre  onde há uns entretenimentos para putos, umas barracas de venda de produtos de artesanato e outras de  associações que organizam peditórios e vendem alguns produtos mais ou menos imprestáveis. Nestas manifestações,  as comidas continuam a ser confecionadas em condições  de higiene muito duvidosas mas, como existe a ASAE e  as roulottes e tendas foram substituídas por veículos retro,  triciclos ou outros veículos muita giros, as pessoas confundem aquilo com comida gourmet e chamam-lhe Street Food.
Se é para continuar a vender lixo alimentar, não precisam de usar anglicismos