quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Memórias em vinil (CCLXI)


Foi a primeira grande ópera musical que vi em Londres. Recordo aqui este tema que ficou bem gravado na memória dos jovens da minha geração. A interpretação é dos Fifth Dimension. Lembram-se?
Boa noite!

Mundo Cão

A validação de um medicamento anti cancro até ser testada em seres humanos pode custar entre 500 mil e um milhão de dólares.  Demasiado caro para justificar o investimento, dizem.
O Manchester City está disposto a pagar 400 milhões de euros para contratar Messi ao Barcelona. Dizem especialistas em desporto que, muito em breve, um jogador de alto nível custará mil milhões.
Ou seja: um jogador de futebol  custará tanto como MIL testes de validação de medicamentos que podem curar o cancro.
Há quem me afiance  que isto é normal, que são as regras do jogo, que sempre aconteceram situações destas ao longo dos tempos, etc. Acredito, mas não aceito.

Venha o Diabo e escolha

Se não houver surpresas, em Janeiro a liderança do PSD será disputada entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes.
Sempre admiti que no dia em que Passos Coelho se "pusesse ao fresco" Rui Rio fosse candidato, mas esperava que surgisse um rosto novo, afecto a Passos para o enfrentar. Nunca  pensei que fosse Santana Lopes o eleito.
Entre os dois, venha o Diabo e escolha.
Rui Rio é praticamente desconhecido a sul do Mondego,  bastante mal  visto pelo baronato laranja do eixo Lisboa- Cascais. Pior ainda, poucos conhecerão as suas ideias para o país e Rio é uma figura pouco simpática e com má imprensa.
Quanto a Santana Lopes, apresenta-se como o candidato que quer  reabilitar o trabalho de Pedro Passos Coelho enquanto primeiro ministro. A nível do partido, acredito que o seu discurso tenha muitos apoiantes, mas não me parece que seja um trunfo eleitoral em 2019. Acresce que os portugueses não esqueceram as diatribes de Santana e não me parece que até às legislativas a situação se altere.
 Ponderados os dois candidatos, diria que Rui Rio tem mais  hipóteses de bater António Costa ou, pelo menos, de obter um resultado para o PSD que permita recuperar a imagem e a credibilidade dos laranjas. Corremos porém o risco de Costa e Rio tentarem reeditar a sensaboria do Centrão.
Entre os dois, venha o Diabo e escolha. O facto de Santana ter um programa semanal na SIC confere-lhe alguma vantagem para assumir a liderança do PSD, a que se candidata pela quarta vez, mas o país fica a perder,  se o PSD não conseguir apresentar um lider  mobilizador e com um discurso social democrata que devolva ao partido a sua identidade inicial.