segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Memórias em vinil ( CCLIX)

Hoje estava anunciado um desafio para esta hora, nesta rubrica. O cinquentenário do assassinato del Comandante, porém, fez-me mudar de ideias. O desafio fica então para a próxima segunda-feira.
Boa noite e boa semana.

Quando o crime compensa...

 
 
 
A Segurança Social apresentou queixa no Ministério Público de  77 lares que mandou encerrar nos últimos dois anos e meio, mas cujos proprietários recusam acatar a ordem.
Percebe-se a intenção dos proprietários. Sabendo que a justiça é demasiadamente morosa, optam por   continuar abertos e aproveitar o tempo para proceder à correcção das anomalias detectadas pela SS. Quando o caso chegar a julgamento, o mais provável é já estar tudo em ordem e então o juiz revogará a ordem de encerramento e absolverá o criminoso.
Sim, não tenho pejo nenhum em apelidar de criminosos proprietários de lares que tratam os velhos desta maneira. 
São gente sem escrúpulos que se aproveitam da fragilidade dos velhos e seus familiares para enriquecer à sua custa. São vampiros sociais, gente abjecta que não cumpre as normas legais e  aproveita habilmente as lacunas e morosidade da nossa justiça para continuar  a prevaricar e ficar impune.
Não é criminalizando os prevaricadores que se resolve o problema, como pretende a direita.  Para além das medidas que propus aqui em 2015, há que agilizar o processo de encerramento dos lares e aplicar medidas exemplares e dissuasoras ( coimas muito elevadas e penas acessórias que poderão ir até à apropriação pelo Estado dos estabelecimentos que desrespeitem a legislação regulamentar de forma aviltante, ou onde se comprove a existência reiterada  de maus tratos.
 Chegámos  a um ponto onde a desobediência a um organismo do Estado começa a tornar-se corriqueira. É altura de por um travão, sob pena de um dia nos passarmos a reger pela Lei da Selva.
 

Porto: a guerra das rosas

No tempo de Sócrates, o PS Porto  era um covil de intrigas e jogadas políticas do mais baixo calibre.
Com a ascensão de Seguro à liderança, o panorama não se alterou muito. A diferença é que o PS quase desapareceu de cena.
Em Maio , a cinco meses das autárquicas, Rui Moreira cedeu aos centristas que o apoiam, inventou uma cabala e um pretexto para rejeitar o apoio do PS à sua candidatura.
Manuel Pizarro não virou a cara à luta. Deu o corpo às balas e avançou para uma candidatura com poucas hipóteses de sucesso. Com a campanha preparada em cima do joelho, conseguiu reforçar a votação do PS na maioria dos concelhos, reconquistar Felgueiras e Matosinhos e vencer em  Marco de Canavezes.
Os seguristas e socráticos do PS Porto ficaram desiludidos com os resultados e, saudosos dos tempos de Renato Sampaio, Manuel dos Santos e o grupo do Barril, pretendem desenvencilhar-se de Pizarro. Um regresso ao passado que a maioria dos simpatizantes socialistas do Porto provavelmente não apoia.