quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Memórias em vinil (CCLV)

Não, ainda não é o fim das memórias em vinil. 
É apenas mais uma oportunidade de vos desejar boa noite

A Loja do Mestre André

André Ventura, o candidato  xenófobo e racista que Pedro Passos Coelho convidou para se candidatar a Loures teve um dos melhores resultados do PSD a nível nacional. Conseguiu ganhar mais 4 mil votos que se traduziram numa subida de 5 pontos percentuais.
Conhecida a hecatombe laranja, André Ventura apressou-se a dizer aos jornalistas que o PSD devia   seguir o seu exemplo e, com a desfaçatez do comentador desportivo, acrescentou “ espero que o PSD tenha apendido a lição”
Não tivesse o PSD sofrido derrotas tão humilhantes nas grandes cidades e o descalabro a nível nacional e talvez ontem, no Conselho Nacional, Pedro Passos Coelho tivesse apontado André Ventura como um exemplo a seguir.
Suspeitava-se que Passos escolhera André Ventura como balão de ensaio  para o “seu” PSD do futuro. As palavras de André Ventura e, principalmente, a auto confiança que revelou demonstram que esse era o futuro sonhado por Passos Coelho para o PSD. André Ventura seria- não tenho agora quaisquer dúvidas- um dos principais membros da sua corte se voltasse  a conquistar o poder.
E, para que não restem dúvidas, o próprio André Ventura admitiu a possibilidade de se candidatar à liderança do PSD, caso não surja qualquer opositor a Rui Rio.

Macron: o homem de ferro

Escrevi aqui no CR, diversas vezes, que não confiava em Macron e temia que fosse ainda pior do que Hollande.
A perda de popularidade  foi ainda mais célere do que eu esperava e desceu a números que nem Hollande “conseguiu” alcançar enquanto esteve no Eliseu. As leis laborais – que reduzem os trabalhadores a novos escravos- foram a causa da perda de popularidade de Macron, mas tudo indica que a Lei Anti terrorista esta semana aprovada por Macron  incendeie ainda mais as ruas das principais cidades francesas.
É curioso o silêncio da comunicação social sobre os tumultos que têm assolado França nas últimas semanas, mas mais preocupante é ver como alguns olham para Macron como o salvador da Europa.