quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXLIV)


Em jeito de despedida de Verão, deixo-vos com Yves Montand e "Les feuilles mortes"
Boa noite!

Assunção Cristas manda um piropo a Medina

Uma das bandeiras de Assunção Cristas na campanha eleitoral tem sido o trânsito. Incomodada com as longas filas e engarrafamentos, a líder do CDS não propõe medidas para retirar automóveis do centro da cidade, mas insurge-se com o que  apelidou de " Hora Medina".
Mas o que é afinal a "Hora Medina"?
Segundo  Cristas, é "A Hora de Ponta Constante".
Não sei quais são os conhecimentos de Assunção nesta matéria, mas Fernando Medina terá certamente ficado agradado com o elogio da sua adversária na corrida à presidência da câmara de Lisboa.

Son espanyols, son españolitos



A Catalunha quer fazer um referendo para que os catalães  digam se querem a secessão, ou manter-se sob a soberania de Castela.
Madrid não quer que os catalães manifestem a sua vontade por isso exerce represálias contra o governo catalão democraticamente eleito e que, supostamente, está a cumprir a vontade popular.
Rajoy manda suspender o envio de dinheiro para Barcelona  e prende dirigentes  catalães alegadamente envolvidos na organização do referendo.
Se isto se passasse na Mongólia, no Tibete, ou numa qualquer província russa, a imprensa ocidental apontaria, em uníssono, o dedo acusador a Pequim ou a Moscovo, acusando os governos daqueles países de estarem a oprimir o povo.
A secessão, porém, ocorre dentro das fronteiras da UE, pelo que a cachorrada sai em defesa de Castela e aponta o dedo acusador aos energúmenos esquerdistas catalães, que andam a enganar o  povo.
Todos sabemos que a independência da Catalunha, a concretizar-se, terá o efeito de bola de neve, servindo de incentivo a outros  movimentos separatistas europeus.
A geografia europeia alterar-se-á  drasticamente  ( como aconteceu a Leste no inícios da década de 90 do século passado), a economia sofrerá um forte revés  e o equilíbrio será profundamente afectado.
Tudo isto é verdade e parece perigoso, mas não menos arriscada para a Europa  está a ser a  posição de força de Castela.  Até porque pode, igualmente,  desencadear o efeito dominó nos movimentos separatistas de outros países europeus, mas também em Espanha.
Seria aconselhável que o governo de Castela ponderasse antes de tomar qualquer decisão de consequências imprevisíveis. Neste momento já terá ido longe demais, mas ainda está a tempo de corrigir o tiro.