quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXI)



Bora lá curar essa doença rapidamente? Boa noite

Onde está o dinheiro?




Já mais de uma vez manifestei a minha desconfiança face às campanhas de solidariedade com vítimas de uma qualquer catástrofe.
Apesar das minhas reticências, perante a catástrofe de Pedrógão voltei a sucumbir e contribuí com um donativo, acreditando que todas as verbas seriam canalizados para o REVIVA, fundo gerido pelo governo.
Mais uma vez fui enganado. Dos 14 milhões doados pelos portugueses, só uma ínfima parte foi para o REVIVA.
A maior parte do dinheiro foi parar a contas criadas por empresas , uma boa fatia está a ser gerida pela Santa Casa da Misericórdia e o restante pelos promotores das "campanhas solidárias".
Resultado: o dinheiro está a ser distribuído sem critério, nem controlo, havendo pessoas que receberam apoios em duplicado e outras que não viram a cor do dinheiro.
Perante tanta descoordenação não me espanta que, tal como aconteceu com os fundos comunitários, algum dinheiro doado por portugueses de boa vontade, acabe em carros topo de gama ou casas com piscina.

Expliquem-me como se eu fosse muito burro...

Se o PSD não se revê nas manifestações xenófobas de André Ventura, nem partilha as posições do seu candidato a Loures quanto à introdução da pena de morte em Portugal, para "terroristas e pedófilos assassinos" porque razão mantém o seu apoio ao candidato, amigo pessoal de Passos Coelho?
Para não contrariar o chefe, ou para lhe dar mais uma oportunidade de exibir a sua pretinha de estimação, como aval da sua tolerância?