sábado, 2 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXVIII)



Para a maioria dos portugueses  este será o último fim de semana de férias de Verão, por isso, esta memória parece-me apropriada. 
Espero que daqui a um ano todos possam estar a cantar esta canção e a fazer planos para as férias do anos seguinte.
Boa noite e bom domingo

Leituras de Verão (12)


Autor: Ian McEwan
Editora: Gradiva
Primeira edição:2015
Número de páginas: 192


Não será o melhor livro de Ian McEwan, mas é mais um excelente trabalho do autor de Amsterdam, Jardim de Cimento, Expiação, o Fardo do Amor ou Estranha Sedução.
Uma respeitada juíza do Tribunal de Família, sem filhos e a atravessar uma crise conjugal, é confrontada com um caso que a obriga a decidir em poucas horas, a vida de um jovem de 17 anos, que só pode sobreviver se for sujeito a uma transfusão de sangue. Os pais, testemunhas de Jeová, opõem-se e o jovem também. A juiza decide, mas essa decisão irá marcar o resto da sua vida.
Uma história de confrontos entre as fragilidades das crenças religiosas e a subjectividade da justiça, que faz despertar sentimentos adormecidos e espoleta um rol de emoções.
É impossível ficar indiferente ao debate que o livro suscita na mente do leitor. Mas, para além de obrigar à introspecção, coloca uma questão vital: qual o papel que cada um de nós desempenha durante a vida, que efeitos exerce sobre os outros e, acima de tudo, até que ponto a subjectividade ou os estados de alma podem alterar profundamente o nosso desempenho e as nossas decisões? E como pode esse desempenho e poder de decisão entrar em conflito com a "missão" dos outros que connosco acidentalmente se cruzam, mas cuja existência é marcada por quem tem o poder de decidir? É legítimo decidir sem ponderar as consequências colaterais? Será sempre  a racionalidade a melhor conselheira? E o que acontece quando as emoções interferem com a razão? 
Aproveite o Verão para discutir  com amigos e procurar respostas para estas e outras questões.

Lição da semana

Antes de aderires a uma greve, pensa nas consequências e assegura-te que não estás a ser manipulado. Para que amanhã não te venhas a arrepender.