sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Memórias em vinil (CCXXI)

Anda qualquer coisa esquisita no ar, lá isso anda...
Boa noite e bom fim de semana

Meu querido mês de Agosto? Uma ova!



Agosto não é um mês que me seja simpático. Principalmente nos últimos 40 anos,  foi em Agosto que vários acontecimentos  nefastos  marcaram a minha vida.
Foi em Agosto de 1978 que a Patty foi raptada pelos militares argentinos, no aeroporto de Ezeiza,quando ia comunicar aos pais que ia casar com um português. Quase 40 anos depois, ninguém conseguiu saber o que lhe aconteceu.
Foi em Agosto que faleceram dois dos meus irmãos e a minha Mãe adoeceu .gravemente, falecendo no mês seguinte.
Foi no dia 25 de Agosto de 1988 que ardeu o Chiado. Lembro-me bem  de ter contido a custo as lágrimas quando, a milhares de quilómetros de distância, vi as imagens. Ainda hoje me pergunto o que seria o Chiado hoje, se nunca tivesse ardido...
Foi em Agosto de 2015 que recebi a notícia mais terrível, que ninguém quer receber e, desde então, me obriga a conviver diariamente com uma indesejada companhia que alguns dizem vestir de negro...
Foi no dia 25 de Agosto de 2011 que soube que tinham roubado um bocado de mim. ( Devo esclarecer os leitores que cumpri a promessa que então fiz)
E fico-me por aqui, sem esgotar o rol de outras impertinências que marcaram o meu mês de Agosto.

É p'ró menino e p'rá menina




A Porto Editora  foi acusada de discriminação por ter à venda  uns livros de exercícios  ( na foto)  que, alegadamente, consideram as meninas mais limitadas de raciocínio.

A cor rosa para meninas e azul para meninos também é considerada discriminatória.
Estou habituado a estas indignações. Ainda me lembro da polémica  que estalou por causa de umas refeições da Mc Donalds  e da reacção bacoca, arrogante, sectária, ditatorial e patética da então secretária de estado para a Igualdade, Catarina Marcelino ( insisto na pergunta: por que razão estas coisas da Igualdade são sempre dirigidas por mulheres?)
Nestas ocasiões eu lembro sempre que nenhum paí, ou mãe, é obbrigado/a a comprar os livros "sexistas" ou  discriminar as refeições de filhos/as.m
No entanto, já me preocupo quando não obstante a campanha contra os brinquedos de guerra, uns pais levam uma filha de 9 anos para aulas onde aprende a manejar uma metralhadora. Ainda por cima, a coisa acabou mal, com a miúda a matar o instrutor.
Curiosamente, não me lembro de ter havido tanta indignação nessa altura. Quiçá a vida de uma pessoa seja menos importante do que a discriminação de género.