sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Memórias em vinil (CCXV)

Hello!Estou de regresso a casa.
Espero que ( não) tenham sentido a minha falta
Como estou cansado, vou aproveitar o fim de semana para descansar. Boa noite!

Meu querido mês de Agosto

Passam alguns minutos das cinco da tarde. Cheguei ao fim da manhã a Lisboa. Vi-me aflito para comer qualquer coisa porque no meu bairro está tudo fechado. Em férias. Nem as tabacarias onde compro os jornais e preencho os boletins que podem fazer de mim um excêntrico escapam. O Meu Super está encerrado para remodelação.Suspiro. Enfim, o mês de Agosto é  como antigamente. Lisboa está deserta. Pelo menos nos bairros  como o meu, onde os turistas não chegam. 
 Saí do Estoril  há mais de uma semana. Tenho saudades do mar do Guincho, mas hesito em meter-me ao caminho. É sexta feira à tarde e o trânsito deve estar um inferninho na A5 e na Marginal. E daí talvez não. Arrisco...
Meto pela segunda circular. Não há filas. Circula-se tranquilamente.Na A5, até à Cruz Quebrada, o trânsito é de manhã de domingo. Arrisco meter pela Marginal. Trânsito fluido. Pelo caminho vou vendo as praias pejadas de gente. Na estrada, nem sequer paro nos semáforos de S. Pedro, S. João ou Estoril. 
Meu querido mês de Agosto. Ainda bem que estás de volta! Já  tinha imensas saudades tuas.
O problema vai ser amanhã quando chegar ao paredão. O melhor é por o despertador para as sete.

Trump, Daesh, os porcos e Pandora (em actualização)




Um mês depois de os americanos elegerem Trump, já havia por aí muita gente a  pedir condescendência aos seus críticos. 
Estavam fartos de ouvir falar de Trump, insistiam que depois de tomar posse ele seria totalmente diferente e pediam com veemência que lhe fosse dado o benefício da dúvida.
Em apenas seis meses foi bem perceptível que Trump não merece condescendência. Prometeu atacar o Irão, a Coreia, a Venezuela e não se coibiu de dizer que sendo os EUA a nação mais poderosa do mundo pode atacar quem quiser, "em nome da ordem mundial". 
As sucessivas ameaças de Trump  eram suficientes para o classificar como louco perigoso, mas o homem quis dar mostras de que a  capacidade  para nos surpreender é ilimitada.
Ao recusar-se a condenar os acontecimentos de Charlottesville, desculpando os supremacistas brancos, Trump abriu uma caixa de Pandora. Ver o presidente do país mais poderoso do mundo triste com a retirada de estátuas de supremacistas brancos, é triste. Vê-lo isolado, alvo de críticas em todo o mundo, mas a ser elogiado pelo Ku Klux Klan, é assustador. Dar força a gente que se julga superior às outras raças é um retrocesso  que se pensava impossível.  Mostrar condescendência com Trump, é incitar à violências. Foi a mesma  condescendência ( e até apoio) aos "democratas"  da Primavera Árabe que criou o Daesh. Como eu previra, quando me apercebi do entusiasmo com que eram apoiados os facínoras, inimigos da civilização e dos mais elementares direitos humanos, que se rebelaram contra os ditadores dos países árabes. Era tão previsível tudo o que se ia passar naquela região, que ainda hoje me espanto com a credulidade dos entusiastas da Primavera Árabe.

Em tempo: as declarações de Trump sobre os atentados de Barcelona e a sugestão que deu para a forma de matar os terroristas ( com balas embebidas em sangue de porco) não são apenas nojentas. São a prova de que Trump está realmente ao lado da extrema direita mais retrógrada e do Ku Klux Klan. Não restam duvidas de que Trump é tão perigoso como qualquer terrorista.