quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Memórias em vinil (CCXIV)



Tenham uma excelente noite- Olhos nos Olhos

A imbecilidade do cantor, Vírgul(a), da jornalista

VIRGUL (foto da Net)



Um condutor  faz piões   num  parque de estacionamento  em frente a uma discoteca altas horas da noite. Estará a divertir-se, a impressionar as miúdas, ou a provocar alguém? Ninguém parece saber a resposta.
O que se sabe é que a GNR mandou parar o carro, tendo o condutor obedecido prontamente.
Os restantes ocupantes saíram dos seus lugares,  mas um deles chateou-se por estar a ser molestado, insultou os  GNR e deu uma cotovelada num dos militares. 
O agressor dá pelo nome de Virgul e parece que canta ( fui ouvir uma canção ao Youtube, mas só aguentei 1 minuto) e é popular. Ora todos sabemos como estas vedetas feitas à pressa se incomodam quando alguém os obriga a serem civilizados e cumprir a lei, daí que se justifique a irascibilidade. 
À primeira vista, parece nada justificar um tipo que agride um GNR mesmo que em legítima defesa ( o que não foi o caso).
No entanto estamos sempre a aprender. 
Júlia Pinheiro, no final de um programa para velhinhos, insinuou que o militar agredido tem um  historial pouco recomendável e, por isso, devemos ser cautelosos antes de acusar o cantor de ser um imbecil.
Como Júlia Pinheiro mencionou o nome do militar da GNR e fez passar a ideia de que o cantor é um anjinho de coro e o militar um delinquente perigoso, fui investigar. 
Do cantor nada sei, nem estou interessado em saber pelas razões já expostas. Quanto ao militar da GNR agredido, é Hugo Ernano.
Para quem não sabe quem é, esclareço que  ficou conhecido no país inteiro por ter atingido (acidentalmente?)  a tiro uma criança que o pai levou para para um assalto.
O caso desencadeou uma onda de indignação nas redes sociais e uma acesa troca de palavras entre os defensores do GNR e os que o acusaram de ter sido negligente por atingir uma criança  que acompanhava o pai num assalto. 
Até hoje ninguém esclareceu se o ladrão levava o filho na carrinha para lhe ensinar a profissão, mas sabe-se que o GNR foi suspenso oito meses, tendo tido o apoio monetário de um grupo de  cidadãos.  
Pouco me interessa saber se Virgul é boa ou má pessoa. Um gajo que agride um GNR e depois manda o "manager" fazer um comunicado  a vitimizar-se  junto dos "admiradores", para mim não passa de um cobardolas.
Sou insuspeito. Tenho algumas razões de queixa das autoridades mas, mesmo multado injustamente, como já fui, nunca me passou pela cabeça insultar ou agredir um militar da GNR. Parece-me também insustentável o clima de suspeição que se lança sobre as autoridades policiais e a impunidade com que se insulta e agride as forças da ordem.
Outra opinião parece ser a de Júlia Pinheiro,  a quem a SIC paga milhares de euros mensais para lançar na opinião pública a suspeição contra a actuação das autoridades.
A GNR não está acima de qualquer suspeita, mas se mantivermos constantemente esta desconfiança quanto à sua forma de actuar, não tardará o dia em que vamos precisar da sua protecção e elas nos fazem um manguito.

Uma questão de berço (again)



O post que publiquei há uns dias  com  o mesmo título terá suscitado interpretações que não estavam no meu espírito quando o escrevi.  
Decidi, por isso, voltar ao assunto para fazer um esclarecimento.
A questão é transversal à sociedade. Seja em Portugal, ou noutro qualquer país do mundo onde a sociedade de consumo dita- diria mesmo impõe- regras e a estrutura das famílias se modificou, aumentando  exponencialmente o número de famílias monoparentais.
A monoparentalidade, associada ao consumismo, provocou uma alteração nas relações familiares agora muito marcada pela compra dos afectos. Os filhos "exigem"  coisas dos pais prometendo uma retribuição em afecto e os pais aceitam com naturalidade essa proposta.
Não raras vezes, com especial incidência nas famílias desestruturadas, são os pais a dar pretexto a esse comportamento dos filhos. Quando pai e mãe entram em concorrência na disputa pelo amor do filho,  este rapidamente se apercebe dessa disputa e aproveita-se dela. Já os pais, obcecados pela conquista do amor, não percebem que, com a sua disputa, estão a criar um pequeno tirano.
O tema merece um desenvolvimento que não cabe num blog como este e, muito menos, num post. 4
Termino, por isso, sublinhando que quando escrevo " uma questão de berço" não estou a fazer qualquer extrapolação para a condição social. 
Refiro-me, apenas, ao facto de ser no berço ( no sentido de casa/família) que se começam a moldar personalidades. 
Uma prova disso é que todos conhecemos jovens pobres muitíssimo bem educados e que não foram afectados pelo consumismo e jovens ricos mal educados e sofregamente consumistas.