sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Memórias em vinil (CCIII)

Agora que o Verão parece ter chegado ao litoral, parece-me oportuno recordar "Summertime" na voz inconfundível de Ella Fitzgerald.
Boa noite e bom fim de semana

Um exemplo a seguir...



Não sei se Juan Mata leu o meu post desta manhã mas,  notícias como esta, até me fazem reconciliar com o futebol. 
Se os dirigentes dos clubes em vez de andarem a guerrear-se para esconder a podridão do seu comportamento,  seguissem o exemplo dos jogadores e tivessem a nobreza de muitos deles, o futebol estaria muito melhor e os corruptos não se serviriam dos clubes para fugir à justiça. 
Não, não estou a falar do Pinto da Costa... Esse, mesmo que fosse a pessoa mais honesta do mundo, nunca poderia escapar à condenação da imprensa desportiva que, com o apoio de prostitutas a quem pagaram boas maquias,  fabricaram testemunhos que divulgaram como verdades irrefutáveis.

Portugal Got Talent

Andam por aí há mais de uma década a louvar o empreendedorismo, por isso, agora  não venham criticar estes  ex- carteiristas.
Eles não são apenas empreendedores. Destacam-se  também pela inovação na arte de roubar sem infringir a Lei.

Pornografia para todos

Eu sei que a compra de Neymar  não é mais do que "o mercado a funcionar", mas  os valores envolvidos são escandalosamente pornográficos e uma ofensa a quem trabalha e vive em dificuldades permanentes.
Dito isto, gostaria que alguém me explicasse  a razão de a Liga de Futebol Espanhola ter recusado o cheque do PSG. Não tinha cobertura? Era falso? 
Presumindo que nenhuma destas situações terá ocorrido e que não exista nenhuma lei em Espanha que proíba  um clube de comprar um jogador acima de determinado valor, desconfio que a Liga Espanhola terá rejeitado o dinheiro do PSG por considerar tratar-se de um negócio pornográfico.
Só que quem manda naquela agremiação devia saber que a pornografia não é proibida em Espanha e a moral e a ética não se aplicam aos negócios, no mundo do capitalismo selvagem onde vivemos. 
Gostaria também de saber se a Liga Espanhola se oporá a uma eventual compra de Mbappé por um clube espanhol, por montantes a rondar os 200 milhões.
Se é preciso moralizar os "mercados" ( penso que sim e já é tarde), não peçam ao futebol que dê o exemplo. O futebol é uma indústria como outra qualquer. Se querem moralizar alguma coisa nesta indústria, então vão aos bastidores. Investiguem as relações entre o mundo de futebol e a política  e acabem com as  situações escabrosas que falseiam os resultados.
E,já agora, gostaria de saber se a UEFA é selectiva quando se trata de aplicar as regras do fairplay financeiro...