quarta-feira, 26 de julho de 2017

Memórias em vinil (CXCV)


Grande sucesso do Verão de 1962, incluido na minha discoteca, esta canção pareceu-me bem oportuna para hoje. Boa noite

Falta-lhes o colinho, não é?




O comportamento vergonhoso de PSD e CDS perante os incêndios,  não se deve apenas ao desnorte provocado pelos sucessivos êxitos do actual governo. Denunciam também a indiferença da direita face  à tragédia que afectou dezenas de famílias
Tampouco a ira  contida de Assunção Cristas, mas sempre mal disfarçada por Passo Coelho e  evidenciada à saciedade no ar tresloucado com que apareceu no Chão de Lagoa ( não, ele não estava bêbado, nem tinha chutado na veia, aquilo é mesmo o estado natural do líder do PSD) se deve a qualquer genuína preocupação com  a situação no país. O que os preocupa é verem as sondagens e concluírem que os portugueses já  não embarcam no discurso miserabilista com que a direita os andou a enganar durante cinco anos. Agora temem os resultados eleitorais.
Noutros tempos, Passos Coelho correria para Belém a pedir colinho a Cavaco e o títere de Boliqueime, com o apoio dos assessores e da comunicação social amiga engendrava imediatamente uma qualquer história que minasse a credibilidade do governo. Como tantas vezes fez ao longo de 30 anos  Cavaco abriria os braços a PPC, far-lhe-ia uma festinha na cabeça e diria:
- Lindo menino! Contigo sinto-me outra vez no tempo do Estado Novo, quando eu era tão feliz!. 
Na eventualidade de Cavaco falhar, a direita podia recorrer ao colinho de Durão Barroso, do sr. Schaueble,  da tia Ângela,do sempiterno Relvas, do amigo Seguro ou até de respeitáveis e impolutos amigos de Cavaco, como os que se vêem na foto.


Agora esses colinhos ou sairam de cena, ou já não estão para desmamar biltres e, com Marcelo em Belém, Passos e Cristas não têm no poder um colinho que os proteja. Bem arrependido deve estar o lider do PSD por ter tentado minar a candidatura do actual PR. 
Bem se esforça, com a ajuda de gente sem coluna vertebral, nem ética jornalística, como David Dinis ( Público)  José Manuel  Fernandes e Helena Matos (Observador),  Gomes Ferreira (SIC)  João Miguel Tavares (TVI/Público)  Francisco José Viegas (CM e CMTV) - só para citar alguns exemplos -por arrasar a credibilidade do governo e de MRS.  Em vão. O PR não só resiste, como vai mandando algumas alfinetadas à direita.
Bem se podem lamentar, Cristas e Passos, por não receberem os afectos de Marcelo. Logo dele, que distribui afectos por todo o lado. 
Reagem, por isso, com o ódio próprio dos filhos enjeitados. Por agora estão na fase da delinquência juvenil. Arrasam tudo o que vêem à frente mas sem provocarem grandes estragos. Se, porventura, têm problemas, refugiam-se no colo de alguns jornalistas que tratam de desvalorizar e justificar as suas tropelias.
Um mal nunca vem só
Temo, porém, que numa fase mais adiantada ( lá para 2019, ano de legislativas) esse colinho não seja suficiente e, desesperadamente, tentem encontrar um colinho à imagem de Cavaco: com poder, poucos escrúpulos e que reúna à sua volta um grupo de gente pouco recomendável, a contas com a justiça.
Sabe-se que PPC tenta, a todo o custo, que Francisco Pinto Balsemão lhe ofereça o seu colinho e  que Ângelo Correia volte a assumir-se como seu padrinho.
Não acredito que Balsemão deixe o Expresso resvalar de folha de couve para pasquim. Ainda tem dignidade e a saúde da Impresa não permite tais desvarios.
Resta pouco tempo para a direita encontrar um colinho que  substitua o regaço de Cavaco. Não o conseguindo, os agora delinquentes podem tornar-se criminosos de alta perigosidade. Como o demonstra o escolha  do racista Ventura,  para presidir à CM Loures.

O juiz decide

A PJ deteve uma mulher suspeita de ter ateado o fogo que ontem começou a lavrar em Vale de Coelheiro ( distrito de Castelo Branco) propagou-se a VV do Ródão e Nisa e, esta noite atravessou o Tejo.
A Natureza  ajudou o incêndio. A PJ cumpriu o seu dever. 
Resta saber se a justiça cumpre o seu, ou opta por mandar a incendiária em paz, confiando na sua regeneração

Caridosa mas... poucochinho!

Isabel Monteiro diz que foi uma acção de solidariedade que a levou a descobrir que o governo andava a esconder mortos no incêndio de Pedrógão.
Para que conste, aqui fica a nota curricular desta empresária. 
Atesta bem o teor da sua solidariedade e responde à primeira pergunta que ontem fiz aqui.
Pelo menos lata não lhe falta!

O CURRÍCULO DA EMPRESÁRIA ISABEL MONTEIRO 🤣
Trabalhadores da Dialectus exigem pagamento de salários e subsídios em atraso. O CENA - Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual - denunciou publicamente, numa acção de protesto em frente à sede da Dialectus, o não pagamento de salários e subsídios a dezenas de ex-trabalhadores.
A empresa é conhecida pela produção portuguesa de diversos programa televisivos estrangeiros como "Toda a verdade", "60 minutos", "Masterchef”, "Kitchen Nightmares", "No Reservations", "Doctor Phill", "Naruto", entre outros. A Dialectus teve como principal cliente o canal SIC em simultâneo com AXN, Lusomundo, MEO Kids, Canal Panda, BBC Brasil e Fox. A empresa chegou inclusivamente a ser inspeccionada e sancionada pela ACT - Autoridade das Condições de Trabalho. 
Os ex-trabalhadores, vários deles com muitos anos de casa, recorreram inicialmente ao diálogo com a sócia-gerente da empresa, Isabel Monteiro, procurando chegar a acordos de pagamento que evitassem processos judiciais. Mas a Dialectus não cumpriu acordos, nem prestou quaisquer esclarecimentos ou satisfações aos ex-trabalhadores que não tiveram outra alternativa senão recorrer a tribunal. Nenhum representante da empresa compareceu às convocatórias do Tribunal do Trabalho. Nesse seguimento, “ao tomar conhecimento da situação, e a pedido de vários sócios e não sócios do Sindicato, o CENA viu-se obrigado a realizar uma acção pública. Alguns ex-trabalhadores desta empresa, após terem rompido os contratos de trabalho, vieram a descobrir, mais tarde, que ainda estavam a ser declarados pela empresa nas finanças e na segurança social, significando enormes benefícios fiscais para a figura do empregador. 
A Dialectus teve a cargo traduções e dobragens de séries bem conhecidas do grande público. Teve como principal cliente o canal SIC em simultâneo com AXN, Lusomundo, MEO Kids, Canal Panda, BBC Brasil e Fox. 
A maioria destes ex-trabalhadores da Dialectus - tradutores, dobradores, técnicos de som, etc - encontra-se no desemprego e continua sem receber o que lhes é devido. A empresa lucrou com o trabalho por eles efectuado, uma vez que chegaram a ser emitidos muitos programas.
( Com os meus agradecimentos ao António Ribeiro a quem "rapinei" este texto no FB)