segunda-feira, 17 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXVII)

Continuamos com ritmos latinos, agora na voz de Nat King Cole.
Boa noite e boa semana

Passos Coelho: de porteiro a corrupto...!


Passos Coelho passou o fim de semana a defender a Altice e a atacar António Costa por ter criticado a empresa. 
Para o líder do PSD, criticar as empresas é intolerável, mesmo um crime de lesa economia,  mas despedir 3 mil trabalhadores é um problema de gestão.
E convidar um xenófobo  racista, apoiado pelo partido de extrema direita, para se candidatar à CM de Loures é a democracia a funcionar.
Eu sei que Passos Coelho tirou o curso numa universidade da treta, onde teve professores com o calibre intelectual e moral de Maria Luís Albuquerque. Não sei é se isso foi suficiente para Passos Coelho se ter deixado corromper mental e intelectualmente. Creio mesmo que a corrupção mental de Passos Coelho é uma doença incurável que o afecta desde a adolescência.
Face às reacções que se vão conhecendo de todos os quadrantes à aquisição da Media Capital pela Altice (até Marcelo parece estar preocupado) a doença de Passos Coelho pode ter uma explicação. A seu tempo se saberá...
O que já se sabe há muito é que Passos Coelho tem uma especial atracção por relacionamentos pouco claros com empresas. Lembram-se quando ele era "porteiro" Tecnoforma?

Racista, ele? Que ideia tão estúpida!



Não vale a pena fazer como a avestruz e  fingir que a maioria dos  portugueses- particularmente os que têm mais de 40 anos-  não é racista.
É verdade que a maioria dos portugueses não admite ser racista, porque tem um " pretinho amestrado" a trabalhar para ele como escravo dos tempos modernos mas isso, em vez de o ilibar, atesta de forma ainda mais vincada o racismo congénito.
Os portugueses gostam de exibir certificados de civismo, multiculturalismo e solidariedade. Por isso, quando não têm um "pretinho" de estimação, arranjam uma filipina ou uma brasileira para fazer as tarefas domésticas ou servir de "bábá", mostrando assim o seu "multiculturalismo". Que acaba, no dia em que o/a brasileiro/a,  filipino/a ou ucraniano/a estão em condições de lhe disputar o emprego. Nesse dia, passam a olhar para eles como  "os imigrantes que lhes vêm roubar os empregos"
Para mostrar ao mundo que são solidários e caridosos, os portugueses também gostam de "adoptar um pobrezinho", fazer voluntariado no Banco Alimentar Contra a Fome, ou noutra instituição similar, e exibir esse estatuto nos círculos próximos.
Posto isto, quero dizer que apesar de desconfiar cada vez mais das acusações do MP, acredito que haja polícias racistas, bem capazes de fazerem aquilo de que são acusados. É certo que uma esquadra inteira acusada pelo Ministério Público de "tortura, sequestro, ódio racial, ofensa à integridade física, comportamento cruel, degradante e desumano, falsificação de documentos, denúncia caluniosa e injúria agravada" é muita coisa junta. 
Não deve ser pêra doce para aqueles agentes saber que o MP os considera "indignos do cargo que exercem" mas, o que  me deixa perplexo (mas não totalmente incrédulo, ou capaz de rasgar as vestes para sair em defesa dos polícias) é saber que naquela esquadra não existia um único polícia bonzinho!
De qualquer modo, quero salientar que gostaria de ter visto igual empenho do MP e da comunicação social a apontar o dedo aos culpados, nos casos dos quatro polícias mortos na Cova da Moura, nos últimos 12 anos. Ou dos que foram ameaçados, perseguidos e obrigados a fugir do bairro.
É que, tanto quanto me lembro, não houve ninguém condenado por essas mortes... 
Ora eu acredito que, tal como nos divórcios, nestes casos a culpa não é apenas de um lado...