segunda-feira, 10 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXI)

Escutem bem as palavras da Françoise Hardy.
É mesmo tempo de todas estas coisas que nos alegram e fazem felizes, por isso, os ritmos latinos vão regressar em força até final do Verão.
Tenham uma boa noite e uma excelente semana.

Notícias de Hamburgo

Compreendo a insatisfação das pessoas contra estas reuniões do G-20, onde duas dezenas de lideres decidem o futuro do mundo.
Nada justifica, porém, a violência a que assistimos em Hamburgo.
Nos anos 90 participei em algumas manifestações de protesto contra a globalização. Fi-lo de boa fé e convictamente, mas quando me apercebi que os sentimentos genuínos de uns quantos eram aproveitados por grupos ligados a movimentos extremistas, apenas interessados em criar confusão e gerar violência, nunca mais participei.
O que se passou em Hamburgo não foi contestação. Foi terrorismo. Mas não tenho dúvidas que, no meio daqueles 100 mil, estava muita gente bem intencionada e imbuída do espírito de paz que gerou estas manifestações. Essas, merecem todo o meu respeito.

Ponto final? Não. Parágrafo



No rescaldo da demissão dos três secretários de Estado que foram ver um jogo do Europeu a convite da GALP, poderia recordar que ano passado critiquei a sua actuação, afirmei que o pagamento das viagens em nada alteraria a situação e, por isso, defendi a  sua demissão imediata.
Como não o fizeram poderia apenas puxar dos galões, escrever " eu tinha avisado"  e ponto final.
Só que estas demissões, um ano depois das viagens, não fazem sentido, mas não surgiram do nada. Diz-se que foram provocadas pela informação de que os secretários de estado vão ser constituídos arguidos. 
Se fosse verdade,a conjugação temporal entre as decisões da justiça e os interesses de determinadas forças políticas deixar-me-iam perplexo. Afinal havia mesmo coincidências. 
Só que a informação veiculada pela comunicação social, mais uma vez, é falsa. Foram os três secretários de estado, cansados da inoperância da justiça, que pediram para ser constituídos arguidos e provarem que não cometeram nenhum acto ilícito. 
Poderá não ter havido ilícito mas, como então escrevi, houve pelo menos falta de senso.
Por isso, em vez de ponto final, o melhor é fazer um parágrafo e, mais tarde, voltar ao assunto.
Em tempo: CDS e PSD aproveitaram as demissões para criticar Costa por ter estado de férias durante 4 dias. Esta escumalha de direita não tem emenda. Três meses de férias pagas por ano ( fora as ausências em "trabalho político") e acusam o pm de abandonar o país, porque tirou 4 dias de férias.
Não avacalhem a política, PORRA!.