sexta-feira, 23 de junho de 2017

Memórias em vinil ( CLXVII)


Noite de S João, momento ideal para recordar alguns sucessos da música popular portuguesa.
O Conjunto António Mafra marcou uma época. Conheci António Mafra no dia em que o conjunto actuou pela primeira vez na RTP, desta forma sui generis

Ó patego! Olhó balão...


Por muito que custe admitir aos sulistas elitistas, é uma verdade irrefutável e mundialmente reconhecida ( pelo menos no mundo onde eu me movo) que "Não há noite igual à do S.João"
Este ano, porém, alguém resolveu estragar a magia de uma noite única, proibindo o lançamento de balões.
Num país onde no Verão não há festa nem festança em que não haja foguetes e fogo de artifício à fartazana, um idiota qualquer lembrou-se de proibir os balões!
Este ano a noite de S. João não será a mesma mas, como ainda não é proibido publicar fotos, aqui ficam para memória futura, acompanhados de musiquinha à maneira.



A solidariedade e os abutres




Já aqui salientei como somos inexcedivelmente solidários e generosos em momentos de tragédia.
Hoje – e ainda a propósito do incêndio de Pedrógão Grande – vou escrever sobre os que lucram com a desgraça alheia.
Não me refiro aos abutres que se aproveitam das tragédias para roubar o pouco que restou às vítimas. Infelizmente é algo comum em momentos de tragédia, em qualquer parte do mundo.
Tampouco  com os burlões que se fizeram passar por técnicos da segurança social, com o intuito de enganar as vítimas. É um  típico conto do vigário. Grave, mas não especificamente relacionado com as tragédias. Um comportamento oportunista que se revela ao longo de todo o ano, em diversas facetas, consoante a cirunstância que o proporciona.
Muito menos vou  perder tempo com bandalhos exercendo cargos políticos, que se tentaram aproveitar da tragédia para colher dividendos. Felizmente são cada vez menos o que o fazem, porque cada vez mais são os que perceberam que as posições oportunistas perante a tragédia alheia já não rendem votos. Pelo contrário.
Quem verdadeiramente lucra com a generosidade e solidariedade dos portugueses são algumas empresas. Noutro tempo já abordei aqui os lucros astronómicos que as empresas de distribuição fazem com as campanhas de recolha de alimentos.
Hoje, é altura de lembrar que na hora de oferecer um donativo através das CONTAS SOLIDÁRIAS, há que  saber escolher o banco. É que alguns bancos cobram por essas transferência, lucrando também eles com a generosidade tuga.

O melhor, antes de dar o seu donativo, é saber quais os bancos que não cobram taxa de transferência. Porque solidariedade não é contribuir para o enriquecimento de empresas à custa da desgraça alheia.

Exame de português

Os alunos que fizeram exame de português do 12º ano correm o risco de ver a prova anulada.
As causas radicam numa gravação audio que apareceu na Internet e cujo conteúdo já todos conhecem. 
A razão porque trago este assunto ao CR reside na linguagem utilizada
" Ó malta, falei com  uma amiga minha cuja explicadora é presidente do sindicato de professores, uma comuna, e ela diz que (...)"
Devo dizer que confio, genuinamente, nos jovens para tornar este país e este planeta melhor, mas não é com  jovens que em 2017 ainda usam a expressão "uma comuna".
Esses, inexoravelmente, serão meros paus mandados num país onde, mais tarde ao mais cedo, uma geração com melhor formação e mais bem preparada, mais exigente e simultaneamente mais tolerante, com valores cívicos e éticos tomará conta do poder.