quinta-feira, 1 de junho de 2017

Memórias em vinil ( CXLVIII)


Não será uma memória muito apropriada para o Dia Mundial da Criança,mas é com este grande sucesso de Marvin Gaye ("Sexual Healing")   que me apetece desejar-vos as boas noites.
É em jeito de preparação para o fim de semana.

O Iogurte


Era uma vez um iogurte
Era uma vez uma criança que não gostava de iogurte
A minha Mãe gosta muito de iogurte
Ai que caraças! Porque é que a professora não mandou antes fazer uma redacção sobre a vaca? Ou o boi, ou a praia que eu gosto tanto? Tinha de ser uma redacção sobre o iogurte que eu detesto. Eu sempre disse que a professora não gosta de mim

60 anos depois…
Nunca consegui comer um iogurte. As múltiplas tentativas que fiz, até desistir, saldaram-se em vómitos, má disposição e uma sensação de repugnância.
Depois de ter sido operado a médica aconselhou-me a comer iogurtes. Contei-lhe a minha má relação com os iogurtes e ela aconselhou-me a experimentar uma determinada marca de produtos biológicos.
Experimentei. Debalde. A reacção, embora menos intolerante do que era habitual noutros tempos, continuou a ser de repugnância e indisposição gástrica.
Ontem, no supermercado de produtos bioógicos aqui do Estoril, fui estranhamente atraído por umas embalagens. Peguei numa mas, logo que percebi que era iogurte, rejeitei-a. Terminadas as compras, voltei atrás e trouxe duas embalagens. A Ana adora iogurtes e está sempre a experimentar marcas novas, talvez gostasse destes.
Hoje, depois de comer a maçã, fui ao frigorífico buscar um sumo. A embalagem de iogurte olhou para mim, desafiante.
 “Experimenta-me!”- parecia dizer o maracujá plantado no rótulo.
Relutante, aceitei o desafio. 
Tenho pena de não ter gravado em vídeo  a cara que devo ter feito enquanto metia a colher à boca. Voltei a ter uma sensação estranha, mas não de repugnância. Experimentei uma segunda colher, à espera da reação. Nada de vómitos. Comi ainda uma terceira colher. Decidi ficar por ali. Tomei o meu sumo, comi a minha torrada e no final… voltei ao iogurte! 
Não o comi todo, apenas metade, porque as embalagens são grandes. Não tive vómitos nem reações de repugnância, nem má disposição. Apenas uma pequena fúria.
( SE  A MINHA AMIGA TERESA  ESTIVER A LER ESTE POST, PEÇO-LHE QUE FIQUE POR AQUI)
 É que o sacana do  iogurte é ALEMÃO e, como já aqui vos contei, na minha vida não entram produtos alemães ( com excepção de amigas/os,  salsichas e, muito raramente, noutros tempos, cerveja).
Querem ver que, às tantas, vou abrir outra excepção? 

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