segunda-feira, 3 de abril de 2017

Memórias em vinil (97)



O fim de semana cheirou-me a praia e devolveu-me aos sons latinos.
E porque a praia está apetecível, trago-vos este sucesso italiano do tempo em que a televisão ainda era a preto e branco, mas as paixões se coloriam com sonoridades melosas. E ainda bem, digo eu...
Boa noite e boa  semana

Cada terra com seu uso...

O Tribunal da Relação de Lisboa recusou por quatro vezes o pedido do  Ministério Público para proceder ao arresto dos bens de Álvaro Sobrinho.
Na sexta-feira um  tribunal suíço congelou todas as contas de Álvaro Sobrinho, alegando os mesmos fundamentos invocado pelo Ministério Público português.
Não faço comentários. Fico-me pela constatação de um facto.

Brandos costumes

Na noite de sábado, um jogador do Benfica abalroou propositadamente o treinador do FC do Porto. Felizmente nem todos os adeptos do SL Benfica  são cegos e  ouvi  alguns dizerem que se tratou de uma agressão e Jonas deveria ter sido expulso. O árbitro Carlos Xistra - numa demonstração de que é tão badalhoco como o brasileiro do Benfica - nem sequer o advertiu com  um cartão.
Ontem, num jogo de futebol dos distritais, agrediu barbaramente o árbitro do jogo decorridos apenas dois minutos de jogo.
Agentes desportivos afiançam que em Portugal não é possível irradiar um jogador que agride um árbitro. Dizem, também,que casos anteriores de agressões a árbitros terminaram com a aplicação de penas suspensas aos agressores e irrisórias indemnizações aos lesados.
Face a estas situações que protegem a selvajaria, não nos espantemos se os brandos costumes se vierem a reflectir perigosamente na banalização da violência.

Vou ali vomitar e já volto




Lembram-se de Pires de Lima, aquela bola de sebo com pernas que foi ministro da Economia por imposição de Paulo Portas? Lembram-se dessa figurinha  ter dirigido o coro ensurdecedor  do PSD que reclamava contra as taxas e taxinhas, quando António Costa lançou a taxa turística em Lisboa?
Lembram-se das críticas acaloradas, por vezes até indecorosas, de José Eduardo Martins na SIC Notícias contra o esbulho?  E de Teresa Leal Coelho na AR, ter avisado que o PS estava a matar a galinha dos ovos de ouro do turismo?
Tudo isso foi já há muito tempo. Desde então já Carlos Carreiras, coordenador autárquico do PSD, implantou em Cascais a taxa turística que tanto criticara.
Agora, cúmulo dos cúmulos, José Eduardo Martins, coordenador do programa de Teresa Leal Coelho para Lisboa, propõe o aumento de 50% dessa mesma taxa ( passando para 1,5%).
Se isto não é falta de vergonha na cara então é porque   a escória  humana  se implantou definitivamente nas  hostes há muito conspurcadas do partido da laranja.