quinta-feira, 30 de março de 2017

Memórias em vinil (94)


A banda "The Who" foi uma das mais controversas, mas também das mais emblemáticas e revolucionárias bandas rock dos anos 60.
Uma das suas "especialidades" era destruir todo o material no final dos seus concertos, como poderão constatar na introdução de "My Generation" ( clip acima)
Mas Peter Townshend que juntamente com Roger Daltry ( viria a seguir uma carreira a solo num estilo bastante diferente)  formou a banda inicial, era um rebelde eternamente insatisfeito e com projectos de ruptura no rock dos anos 60. 
Se um dos  maiores sucessos dos "The Who"  foi  o album "Live at Leeds" ( eu prefiro "Quadrophenia", mas gostos não se discutem)  considerado o melhor álbum ao vivo de todos os tempos, a ópera rock "Tommy" terá sido o seu projecto mais emblemático.
Não tenho o LP, mas tive ensejo de ver a ópera ao vivo e de comprar a cassette que, durante muitos anos, foi minha companheira de viagem.
Porque se trata de um trabalho uno e indivisível, deixo aqui o trabalho completo gravado durante um concerto nos EUA, para que os amantes da banda possam desfrutar dele na plenitude.

Those were the days (42)

 A propósito disto, lembrei-me que  foi lá que tirei a Carta de Marinheiro em 1965!
Para quem não saiba, agora é possível visitar o interior nas manhãs de domingo. Se ainda não foi, aproveite!




Abelha Maia 2.0



Já há muito sabemos que as abelhas são essenciais à vida e que o número de  colónias de abelhas está a diminuir de forma drástica, por causa do uso excessivo de pesticidas.
Só que nos dias de hoje a tecnologia teima em dar razão a Trump e esforça-se por provar que não nos devemos preocupar com as alterações climáticas, nem com os problemas ambientais, nem mesmo com a extinção de numerosas espécies. A tecnologia tudo resolve. Da indústria alimentar à robótica, a tecnologia substitui-se às leis da Natureza, recriando-a em laboratórios mais ou menos sofisticados.
Foi com este espírito que li a notícia da criação de abelhas de plástico electrónicas que, no prazo de dois anos, irão fazer o trabalho das abelhas com que nos habituamos a conviver ( tantas vezes mal).
As Abelhas Maia 2.0 são uns pequenos drones de plástico, do tamanho de uma mão, em forma de abelha, que substituem as abelhas na polinização e em plantações de grande dimensão.
Tanto quanto julgo saber, estas abelhas drone não produzem mel, mas suspeito que os ferrões das abelhas naturais, neste drones, sejam substituídos por outros ferrões. Quiçá indolores, mas muito mais devastadores do que os das abelhas tradicionais.