sábado, 18 de março de 2017

Chazinhos da Paróquia (9)



Amanhã é Dia do Pai e não recomendo nenhum passeio específico. Quando muito, sugiro àqueles que ainda têm Pai que desfrutem de bons momentos na sua companhia e aproveitem para aprender com eles.
Para os que são pais, sugiro que aproveitem o dia para aprender com os filhos, pois eles têm muitas coisas para ensinar aos mais velhos.
Para quem já não tem pai e sente saudades dele, atrevo-me a recomendar que procurem estar perto dele. Como? Indo a locais que ele gostava. 

O meu, por exemplo, adorava Pousadas em locais bucólicos e vistas desafogadas. Não se limitava a escolher a Pousada, assinalava também o número do quarto cuja vista mais lhe agradava e pedia-o no momento de fazer a reserva.Lembro-me de ele alterar os planos de fim de semana e ir para outra Pousada, se o quarto que pretendia já não estivesse disponível.
Não tenho a certeza se ele chegou a ficar alguma vez na Pousada de Belmonte, mas não tenho dúvidas de que teria gostado desta vista. E deliciar-se- ia com o restaurante, especialmente se fosse em época de caça.
Outra hipótese de estar mais perto do Pai que já partiu, neste dia, é ouvir a música que ele mais gostava O meu Pai, apesar de ser da terra do samba, adorava este género.
Finalmente, se é um filho já crescido, porque não convida o seu pai a ir a um daqueles locais que ele frequentava quando tinha a sua idade?
Se vive em Lisboa, leve-o ao Bairro Alto, por exemplo, para conhecer o Cheers (Aquele Bar) que outrora foi o famosíssimo Frágil que ele deve ter frequentado se tem mais de 55 anos.
Para quem vive no Porto, uma ida ao Twins, no Passeio Alegre, parece-me uma boa sugestão. Embora já não seja discoteca, pode lá comer uns petiscos e beber um copo.
Antes ou depois também podem ir juntos ao cinema.
Um filme que me parece muito apropriado para proporcionar uma boa conversa é NERUDA. Um filme sobre o escritor chileno Prémio Nobel, durante um período  menos conhecido da sua vida. Imperdível
Finalmente, como presente, deixo a proposta de um livro:

Condenados: a justiça também pode errar ( Sofia Pinto Coelho) é um livro sobre 10 casos em que a Justiça errou, condenando inocentes.
 O caso de um homem  condenado a 12 anos por um crime que não cometeu e outra pessoa assumiu, é um dos mais revoltantes, porque a justiça simplesmente se marimbou para as declarações do autor confesse. 
Sofia Pinto Coelho relata outros casos de sentenças  proferidas com base em suspeitas e pistas não confirmadas. Bastaria um pouco mais de rigor e exigência,, para que inocentes não fossem condenados.
Mas, mais do que os erros relatados o que dói é a impunidade dos juízes e a recusa em admitirem a culpa  dos  erros que cometeram. Um livro de horrores que devia ser obrigatório para qualquer iniciado no estudo do Direito.
E pronto, por esta semana é tudo. Votos de um bom fim de semana e um excelente Dia do Pai.