quinta-feira, 2 de março de 2017

Memórias em vinil (74)

Acabou o Carnaval e acabaram as italianadas ( embora ainda tenha alguns 45rpm no meu baú).
Para vos compensar das duas últimas noites, trago hoje um disco que creio ser muito raro em Portugal e eu guardo religiosamente.
Trata-se do pequeno álbum dos " Beatles" intitulado  " The Magical Mistery Tour" que inclui um dos meus temas preferidos dos cabeludos de Liverpool: The fool on the Hill" ( video acima)
E para me penitenciar por vos ter torturado com música italiana foleira durante duas noites deixo-vos o álbum completo.


Boa noite e boa audição


Mascarar propaganda política de jornalismo é canalhice

Há muito tempo que deixei de ver a SIC Notícias. O canal do militante nº1 é uma enxovia onde se deitam jornalistas  e militantes da agremiação laranja, com objectivos meramente políticos. De quando em vez, os jornalistas da SIC   gostam de fazer uns bacanais e convidam malta centrista para um menage à trois a que chamam informação/ debate/ comentário e o diabo que os carregue.
Soube, através de uma carta do dr Carlos Paz, que um  jornalista com pedigree de economista terá utilizado ontem o seu programa para abusar de milhões de portugueses.
Movido pela carta de Carlos Paz, decidi ver o programa.  Confesso que fui apanhado desprevenido. Aquela merda devia ter bolinha, pois é da mais reles pornografia. 
José Gomes Ferreira utilizou o seu programa  vomitório de ódios semanal para fazer um ataque feroz à CGD e servir os interesses dos partidos da oposição que pretendem privatizar o banco público. 
Vestir a capa de jornalista para fazer política é canalhice. Travestir de informação propaganda partidária, para  dizer às velhinhas que não devem confiar na CGD, aconselhá-las  a tirar o dinheiro do banco público e alertar as pessoas que não devem comprar quaisquer produtos relacionados com a recapitalização da Caixa, porque estão a ser enganadas, é terrorismo jornalístico. Devia ser considerado crime contra o Estado. 
José Gomes Ferreira não é jornalista. É um WC a precisar de limpeza sanitária há mais de 40 anos. É um trapaceiro que vende propaganda política mascarada de informação.


Facebook: rede social, ou tribunal popular?

"Provavelmente o problema é meu, mas sinto uma histeria reinante no FB que me deixa desconfortável. 
João Braga emitiu a sua opinião sobre o vencedor do Óscar e a turba caiu-lhe em cima. Para mim, João Braga é apenas um fadista e, como tal, tem direito à sua opinião. Não concordo com ela? Passo adiante, mas não vou perder tempo com um tipo que me é indiferente, não faz parte do meu círculo de amigos e,que eu saiba, não tem qualquer influência política.
Na onda de histeria e indignação que encontrei no FB, após uns dias de ausência, está também uma fulana do staff de Trump que se ajoelhou num sofá na sala Oval. Qual é o escândalo? Não me consta que a Monica Lewinski estivesse de pé naquele momento que todos sabemos.
E para terminar: justifica-se tanto barulho por causa de uns tipos que se piraram da prisão de Caxias? Nunca ninguém se tinha evadido de uma prisão em Portugal? 
Bem, o FB está a ficar um local perigoso. Quem der uma opinião "fora do politicamente correcto" ou, pura e simplesmente, der a sua opinião, corre o risco de ser linchado. A intolerância conduz ao totalitarismo, o pensamento único à estagnação. 
O mais curioso é que há por aí muita gente de esquerda que pensa exactamente o mesmo que João Braga ,mas não o assume. E que se bate contra a violência doméstica, mas só fora da sua casa.
E que critica a xenofobia e o racismo, mas explora a empregada doméstica caboverdiana ou guineense. E...e...e..."
Escrevi este texto ontem à noite no FB e decidi partilhá-lo convosco. 
É que eu admito - e considero salutar. a crítica política (  pratico-a, por vezes de forma desabrida, não tenho problema em reconhecê-lo) mas  detesto os julgamentos populares por delito de opinião. O FB está a tornar-se um tribunal popular e isso, além de preocupante, é demasiado mesquinho para o meu gosto.