sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Memórias em vinil (70)


Michel  Fugain "Une belle histoire"

Boa noite e bom fim de semana carnavalesco.

Mundo Cão

O Leicester, surpreendente campeão inglês na época passada sob o comando do italiano Claudio Ranieri, escreveu uma das mais belas páginas do futebol mundial.
Meses depois o clube está ainda na luta para o apuramento para os 1/4 de final da Liga dos Campeões, mas em risco de ser despromovido.
Tanto bastou para que os dirigentes do clube inglês olvidassem o êxito da época passada e demitissem Claudio Ranieri. 
O mundo do futebol ( daqueles que amam o futebol) indignou-se com a injustiça e os dirigentes do Leicester apressaram-se a justificar a decisão. "Os jogadores estavam insatisfeitos com Ranieri"- explicaram
Resumindo: os jogadores que saíram do anonimato e conheceram a glória graças a Claudio Ranieri, agradecem-lhe rejeitando-o e, pior ainda, os dirigentes aceitam a posição dos jogadores e demitem o treinador. 
Dir-se-á que injustiças existem em toda a parte e que em futebol o que conta são os resultados. Neste caso, essa posição não colhe. Os adeptos queriam que Ranieri continuasse, mas a direcção ignorou-os e optou por satisfazer os caprichos dos jogadores.
Trata-se de um péssimo acto gestão dos dirigentes, que o clube pagará caro. Não auguro nada de bom a um clube cujos dirigentes se comportam desta forma. O mais provável é que, dentro de duas ou três épocas, o Leicester milite na terceira divisão inglesa. E é muito bem feito!

Desculpem a insistência...

... mas volto hoje ao tema da Inteligência Artificial.
Não só porque o assunto me interessa, mas também porque acompanhei com muita atenção a Conferência que decorreu no Parlamento esta semana.
Foram colocadas questões extremamente interessantes e de grande relevância para o futuro, que merecem reflexão. Deixo-vos apenas duas, como proposta para o fim de semana:
Se for reconhecida a personalidade jurídica ( as máquinas forem consideradas pessoas) aos robôs e avançar a proposta de que devem pagar impostos, pergunta-se:
- Se pagam impostos e são pessoas os robôs poderão votar?
- Uma pessoa que tenha um robô em casa, mas se farte dele ( porque arranjou um mais moderno, ou porque já não precisa) pode mandá-lo para a sucata? E vendê-lo?
Aproveitem o fim de semana para pensar no assunto e depois digam-me qualquer coisa. ok?