terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Memórias em vinil (67)



Harry Nilson ( 1941-1994) teve vários sucessos . Everybody's Talkin (1969) é um deles mas este Without you é de ir às nuvens. 
Boa noite!

Quem quer casar com a Carochinha?




Há menos de um mês escrevi um post sobre Inteligência Artificial (IA) onde levantei questões que me pareceram pertinentes sobre o futuro, nomeadamente a possibilidade de legalizar o casamento entre pessoas e humanóides 
O post era bastante extenso e, quiçá por esse motivo, não mereceu a atenção de muitos leitores. 
Hoje volto ao assunto porque há dias o Parlamento Europeu (PE)deu o primeiro passo para definir o enquadramento legal dos robôs. 
Estando vedada ao PE a iniciativa legislativa, a discussão que decorreu na última quinta-feira em Estrasburgo visava, essencialmente, sensibilizar a Comissão para as questões levantadas pela IA , a personalidade jurídica dos robôs, a sua responsabilidade civil ou criminal  e  a relação entre  pessoas e "máquinas".
À partida há uma questão que me preocupa muito mais do que a ideia de ver homens e mulheres a casarem-se com máquinas. É a bondade de quem acredita que a IA só será usada para o bem e nunca para o mal. 
Conhecimentos básicos de História seriam suficientes para ninguém ter a leviandade de acreditar que a IA nunca será utilizada para criar máquinas assassinas ou terroristas por controlo remoto. Para quê usar um camião para fazer um ataque a uma multidão, se a IA permite que esse ataque se faça com um drone ou um robô militar "disfarçado" de varredor de rua?
Não sei se é a velhice, ou influência do "Exterminador Impalcável", mas confesso que a evolução da robótica me causa cada vez mais apreensão e sinto algum desconforto, quando me apercebo que este é um tema que as pessoas continuam a enquadrar no campo da ficção. Não é,  e vai sendo tempo de o perceber e assumir a IA como uma realidade que irá transformar as nossas vidas num prazo muito curto.
De qualquer modo, como não quero ferir a susceptibilidade de leitores/as mais "up to date", termino com uma nota optimista.
Vamos todos acreditar que dentro de alguns anos,  apesar de as máquinas estarem a fazer o trabalho de mais de 60% da população, os homens ( e mulheres) serão  mais felizes e os males do mundo serão erradicados.  Felizmente continuará a haver Joãos Ratões e Carochinhas. A dificuldade será destrinçar se é uma máquina ou uma mulher que à janela pergunta  a quem passa: "Quem quer casar com a Carochinha?"

Rui Moreira aderiu ao BE



O candidato do PSD à câmara do Porto disse, em entrevista ao JN, que " o Porto está nas mãos de radicais de esquerda".
Eu não sei quem é esse Álvaro ( na foto), nem  onde o PSD  o foi descobrir, mas não caio na teoria de quem afirma que o problema do homem foi ter tomado muita Ritalina em miúdo. 
Partindo do princípio que não estava bêbado quando deu a entrevista, o Álvaro laranja aplicou uma regra básica da política hodierna: se queres ser candidato a alguma coisa, mas ninguém te conhece,  dá uma entrevista e diz um disparate monstruoso. As redes sociais e os midia se encarregarão de te dar notoriedade.