sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Memórias em vinil (60)

Esta é a minha canção preferida de Elvis Presley.
Além do mais, "Are you lonesome tonight" era a canção com que azucrinava as pessoas em Macau durante as minhas prestações de karaoke.
Finalmente, como estamos em vésperas de S. Valentim e algumas leitoras manifestaram o seu "fraquinho" pelo King, parece-me que esta cançaõ vem mesmo a calhar.
Mas como não quero que vos falte nada, se por acaso se sentirem indispostas durante a noite, amanhã de manhã eu sirvo aqui uns chazinhos.
Boa noite! 

Sexta às 9

Há tempos escrevi este post sobre o negócio da adopção em Inglaterra.
Dias depois começaram a chegar-me relatos de pessoas que garantiam passar-se situação idêntica em Portugal. Não me surpreendi, apenas avolumei suspeitas que já tinha por relatos anteriores. Infelizmente, o meu estado de saúde não me permitiu investigar. Foi por isso, com redobrada atenção, que  na semana passada segui o Sexta às 9.
Com a frontalidade habitual e os fundamentos que, na generalidade, pautam as investigações  da equipa do Sexta às 9, técnicas da Segurança Social foram acusadas de fazer relatórios falsos, com o objectivo de agilizar a adopção de crianças, retirando-as injustificadamente da tutela maternal. Um dos casos relatados foi o de um bebé com 5 dias que foi retirado à mãe, com justificações nada convincentes.
Hoje, o Sexta às 9  revela que essa criança foi devolvida à Mãe na sequência da denúncia feita no programa.
Há muitas situações nebulosas em volta dos processos de adopção em Portugal ( abrangendo técnicas da Segurança Social e trâmites da Justiça)  que o Sexta às 9 revelou. Algumas não passam de meras suspeitas que carecem de confirmação, mas depois de o problema ter sido levantado, nada ficará na mesma. A bem do interesses das crianças e do direito dos pais a educá-las.
São casos destes que me fazem ter orgulho nesta profissão. 
O Sexta às 9 é um dos melhores programas de investigação da televisão portuguesa, mas tem pouca repercussão na opinião pública e na própria comunicação social, porque há muita inveja quando a televisão pública faz um bom trabalho.
Não raras vezes, vejo canais privados a repescar temas abordados pela RTP. Vestem-lhes novas roupagens, acrescentam uma pitada de sensacionalismo e servem  como novidade. 
Há tão poucos jornalistas empenhados em fazer investigação que bem podiam unir esforços, em vez de se guerrearem. Isso só dá força aos jornalistas do "triqui triqui" que fazem jornalismo sentados na redacção ou à mesa de restaurantes e botecos em confraternizações bem regadas.
Jornalismo de intriga, ou de favores, foi coisa que nunca me interessou. 

Deixem de discutir pi....

Ontem, na TVI, Manuela Ferreira Leite desancou na comunicação social por estar a dar importância aos "triqui triqui" da oposição sobre  o ministro das finanças e alertou que isso só contribuía para destruir a CGD e acabar com o único banco português.
Quase à mesma hora, na RTP 3, a jornalista Graça Franco dizia que a substituição do ministro das finanças seria péssima para o país e para a CGD mas que se envergonhava como jornalista e cidadã, se a opinião pública varresse o assunto para debaixo do tapete, porque a demissão do ministro seria má para o país.
Não discuto a posição  esquizofrénica de Graça Franco ( jornalista que aliás muito prezo). Apenas chamo a atenção para o facto de esta dissonância entre opinião pública, comentadores e jornalistas ( alguns deles avençados pela oposição) ser o retrato deste país doente.
Enquanto não aprenderem com Catroga e deixarem de discutir pint....., os jornalistas não estão a pôr em causa apenas o jornalismo. Estão, principalmente, a contribuir para a ruína  do país. 
Defender causas de quem lhes paga, não é jornalismo. É desinformação. Ou "vendetta"! 

Caderneta de cromos (56)


Paulo Rangel defendeu Relvas no caso da licenciatura falsa, deu cobertura às sucessivas mentiras de Passos Coelho e Marilú, foi para Estrasburgo fazer "queixinhas" de Portugal por causa da geringonça, mas com a maior desfaçatez e falta de vergonha, vem exigir a demissão de Mário Centeno a quem acusa, com base no "diz-se diz-se" e  sem ter provas, de ter mentido ao Parlamento.
E como lata é coisa que não lhe falta, diz que Mário Centeno devia demitir-se por uma questão de ética.
Paulo Rangel, que parece filho do cruzamento  de um cano de esgoto com uma escarradeira, a falar de ética, é coisa que não lembraria ao Diabo.
Fica por isso muito bem nesta caderneta de cromos.