quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Memorias em vinil (59)

 Talvez muita gente não se lembre de Rita Coolidge mas, ao ouvir esta canção ("We're all alone"), a maioria recordar-se-á de uma telenovela  ( que eu não vi, mas ouvi dizer ser muito boa)

Esta americana do Tennessee, em tempos casada com Kris Kristofferson, também interpretou o tema de um filme de James Bond, mas o único disco  que eu tenho é outro. Das duas canções incluídas neste single ( Who's to Bless, who's to blame" e Your Love has lifted me) escolhi a segunda. Porquê? Porque o Dia de S. Valentim está aí à porta. Boa noite!

Quem cala consente!

Ontem, em entrevista à RTP 3, Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da economia do governo PSD/CDS, acusou Paulo Portas de traição à Pátria no caso da demissão irrevogável. E fez questão de explicar os fundamentos da acusação.
O CDS saiu em defesa do seu querido ex-lider? Não. Assunção Cristas pediu o apoio do PSD e, esforçadamente, continuou a provar na AR que fez a sua formação política no mercado do Bolhão ( ou similar) e que as peixeiras podem ter aspirações políticas.
Em tempo: Acabo de ouvir MFL na TVI a fazer um ataque fortíssimo a PSD e CDS, por causa da posição que estão a tomar no caso Centeno. A ex- presidente do PSD deixou no ar a ideia de que há "interesses" escondidos por detrás destes bandalhos de direita. E todos sabemos que interesses são esses. Como Portas, também a varina e o quadrúpede invertebrado estão a trair o país, pondo os seus interesses pessoais acima do interesse nacional.
E não me venham com a dsculpa de que são todos iguais. Nunca vi o PS tomar posições que colocassem em risco o país. PCP e BE fizeram-no uma vez, mas arrependeram-se.

Homossexualidade e macaquinhos no sótão

A Europa é pioneira no reconhecimento dos direitos dos homossexuais. Nenhum dos 50 países europeus criminaliza as relações homossexuais e o casamento entre pessoas do mesmo sexo é reconhecido legalmente em 20, a maioria dos quais assegura aos membros de um casal homossexual os mesmos direitos civis dos cônjuges de um casamento heterossexual e proíbe qualquer  discriminação.
O direito à adopção plena por casais homossexuais é reconhecido  em oito países, entre os quais se incluem Portugal e França.
Face ao reconhecimento dos seus direitos em quase toda a Europa, seria de admitir que as opções  homossexuais fossem encaradas  socialmente de forma natural, mas na verdade não é isso que sucede. Veja-se, por exemplo, o que se está a passar em França em período pré-eleitoral.
Desde que Macron começou a subir nas sondagens, ameaçando derrotar Marine Le Pen e Fillon, começaram a circular rumores em França sobre a homossexualidade do candidato que congrega a esquerda, acusado de ter um amante. 
Tal como aconteceu em Portugal com José Sócrates, o boato foi posto a circular pela direita e o objectivo é, claramente, afectar a credibilidade de Macron. 
Chegado a este ponto, sou obrigado a concluir que apesar de a legislação garantir a não discriminação e lhes conceder os direitos anteriormente referidos, os homossexuais continuam a ser discriminados e a sua orientação sexual é usada como arma de arremesso por adversários políticos.
Concluindo: a legislação descriminalizou a homossexualidade, mas os homossexuais continuam a ser discriminados na cabeça de muita gente. Em França, em Portugal e em muitos outros países. Quantas gerações passarão até que a homossexualidade deixe de ser alvo de críticas e vista como “anormalidade ou aberração” na cabeça das pessoas?
Depende do que a escola fizer para limpar as cabeças cheias de macaquinhos no sótão.

É preciso ter muita lata!

António Domingues exigiu um salário milionário e estatuto especial que lhe desse a possibilidade de tornear a Lei, para aceitar um cargo  de gestor público.  Desconheço se Centeno lhe terá dado essa garantia, mas sei que Domingues se demitiu porque se recusou a cumprir a Lei.Ou seja: Domingues  queria exercer um cargo público com um estatuto de excepção.
Como reage a Direita? insurge-se contra Centeno e exige a sua demissão, por alegadamente ter mentido ( não deixa de ser curioso ver uma direita que governou quase cinco anos enrodilhada em mentiras sucessivas, indignar-se contra uma não provada mentira de um ministro) mas manifesta-se complacente com um gestor público que quer estar acima da Lei. Depois admiram-se quando as pessoas dizem que estão fartas da política.