quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Memórias em vinil (58)





Johny Hallyday não era um  dos meus cantores favoritos.  Mais conhecido como rockeiro, mas na verdade muito versátil.
 Esta canção é uma prova de que o rapaz até tinha uma corda vocal muito romântica, quando estava para aí virado.
Como dirá a Catarina, mais uma para constituir família.
Boa noite!

Violência doméstica, Justiça e Roleta Russa



Há umas semanas, um juiz de Évora sentenciou que  um homem apertar o pescoço a uma mulher não é violência doméstica. 
Não sei se é o mesmo juiz que há uns anos, também em Évora, sentenciou que  bater numa mulher, na medida certa, não é violência doméstica. 
Ou aqueloutro  que nos ensinou que  agredir uma  mulher com uma cadeira não pode ser considerado 
violência doméstica.
Sei, outrossim,  que um tipo que é insultado, cuspido, provocado e reage  enfiando uns sopapos  no provocador,arrisca-se a  apanhar uma pena de prisão efectiva
É certamente problema meu, mas não consigo entender  estas doutas sentenças e, neste momento, estou com um grave problema.
Há dias ia calmamente a entrar no metro, quando fui abalroado por uma mulher apressada. Só  por muita sorte não caí na linha, mas embati com a cabeça na carruagem e fiquei com um hematoma. Não era hora de ponta, mas a mulher desculpou-se dizendo que ia com muita pressa e não podia perder o metro.
Quando me levantei procurei a mulher e a  minha reacção inicial foi dar-lhe uma violenta murraça nas trombas. Depois pensei melhor e limitei-me  a mandar-lhe alguns piropos. 
Não foi  por educação, nem por seguir a máxima " numa mulher não se bate nem com uma flor" que me contive. Foi, simplesmente, porque percebi que o assunto acabaria em tribunal e, além de eu não querer perder tempo com a justiça, pensei logo nas consequências para a minha vida.
Se a mulher que me abalroou fosse casada comigo, era provável que  o juiz me absolvesse, por considerar que dar uma murraça a uma mulher que me podia ter matado não é violência doméstica. Mas, como não conhecia a mulher de lado nenhum, arriscava-me a encontrar pela frente um juiz inclemente e  levar três anos de prisão efectiva.
Foi pois por me lembrar que a justiça portuguesa é uma espécie de roleta russa, que  em vez de reagir violentamente, me limitei a mandá-la à merda. Mas lá que me soube a pouco, isso soube...

Estamos no século XXI. Acordem!


Não sei se o fim do celibato resolveria o problema mas pergunto-me quais serão as razões que justificam a proibição do casamento dos membros do clero. 
Talvez as tenha havido em tempos, mas hoje em dia é urgente acabar com essa estupidez. 
Pelo menos, não voltaria a ouvir pessoas a  dizer que a permissão do casamento é fundamental para acabar com esta monstruosidade.