quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Memórias em vinil (54)


Tenho trazido aqui poucas bandas para vos dar as boas noites. Há uma explicação para isso. Só ontem encontrei um baú onde se encontram a maioria dos singles de bandas que ainda guardo na minha coleção.
Para início de conversa trago-vos  este fantástico tema dos "Animals": "The House of the rising sun" ( 1964) 
Boa noite e bons sonhos

Bibó Porto (76)


A velha sala do cinema Trindade
Vista de uma das salas do cinema Trindade que hoje abre ao público


Se tudo correr como previsto o cinema Trindade, na baixa do Porto, reabre hoje as portas ao público.
Ainda sou do tempo em que o cinema era o divertimento de excelência e se ia à baixa para ver  um filme. Havia o Batalha, o Águia d'Ouro, o S. João, o Rivoli, o Coliseu, o Trindade e o Olympia.
Os meus pais tinham bilhetes cativos, todas as semanas, no Coliseu, no Rivoli e no Trindade. Eu ia a todos os cinemas da Baixa (no Águia lembro-me de ver os OO7, no Batalha os Hitchcock e os Louis de Funès, no Olympya- antes de começara a exibir filmes pornográficos em sessões contínuas-  a saga de "Trinitá- o cow boy insolente)  mas o meu lugar  cativo era no S. João,  aos sábados à tarde, para as sessões do cineclube da Boavista.
Vi os primeiros "filmes da minha vida" na baixa do Porto e, ainda hoje, tenho saudades dessas salas imensas que se enchiam, principalmente aos fins de semana, para ver "grandes filmes".
Depois  veio a televisão, mais tarde os clubes de vídeo e, principalmente,  a febre dos centros comerciais e a moda do home cinema.
Os cinemas foram-se esvaziando e as grandes salas, onde se estava em silêncio a ver um filme, foram substituídas por  ruidosas salas minúsculas  nos centros comerciais.
A história da ascensão e queda das salas de cinema, já a contei aqui .
Incapaz de escapar a alguma nostalgia provocada pelas saudades das matinées,  quando entro numa sala de cinema e  sinto o cheiro a pipocas. lembro-me do tempo em que as senhoras faziam toilette e punham o seu melhor perfume para ir ao cinema.
Não sei se o cinema Trindade que hoje reabre no Porto, continuará a ser uma "sala selecta" onde pipoca e arroto não entram mas, quando for ao Porto, não deixarei de lá ir para recordar os tempos em que ia à baixa ver um filme.
Aviso: os links deste post remetem para vários posts sobre as "Memórias do Cinema" que aqui escrevi em 2008

Falemos então de coisas importantes




As pessoas andam cansadas de ouvir falar de Trump. Sobre a possibilidade de Marine Le Pen vir a vencer as eleições em França também não querem falar, porque não gostam de especulações. Depois de o povo votar, logo se vê. 
Política? Nem pensar, porque os políticos são todos iguais e já deram para esse peditório. Sobre ambiente? Realmente é um bocado chato não sabermos se vai  estar calor em Agosto, mas o pior é se o presidente da Câmara manda demolir a casa ilegal que construímos em solo dunar. As centrais nucleares são um perigo? Talvez… mas temos de morrer de alguma coisa, não?
 Sobre Justiça? Há juízes cujas sentenças não se compreendem,  mas profissionais incompetentes há em todas as profissões. O melhor é  não arranjarmos problemas com a Justiça, para não termos de nos queixar dela.
Vamos então falar de quê?
De coisas importantes, obviamente, que tenham a ver com o dia a dia das pessoas.
 Andei a ver  a TV em horário nobre, durante uma semana, para  ver os canais de informação e os abertos e tentar perceber quais são as coisas que preocupam os portugas e  mexem com o seu dia a dia.
A avaliar pela programação naquele horário, há três temas que interessam aos portugueses e os preocupam: telenovelas, mexericos e futebol.
( Eu sei que também gostam de falar do tempo, de doenças e de dinheiro, mas não sou médico nem percebo nada de finanças e sobre o tempo já esta semana escrevi)
Sobre  telenovelas não  sei opinar, porque nem os títulos consegui fixar. Em tempos, aqui no CR, havia uma especialista em mexericos e imprensa cor de rosa, mas a sacaninha da Brites pirou-se, porque arranjou uma revista onde lhe pagam à peça. Ingrata!
Resta-me então o futebol, matéria em que não sendo especialista, ainda vou mandando uns bitaites como treinador de bancada. E o que se me oferece dizer sobre futebol para além disto? Uma coisinha muito simples:
Todos sabem que sou portista e o FC do Porto não anda em maré de me dar alegrias. Percebi, porém, esta semana, que o clube do meu coração tem uma capacidade ímpar para reconciliar inimigos.  Então não é que desde segunda-feira os benfiquistas se tornaram os maiores apoiantes dos lagartos e torcem para que eles vençam no Dragão no próximo sábado?
Não há clube como o meu, por isso, até admito que Nuno Espírito Santo esteja tão sensibilizado com esta reconciliação, que mostre o seu fair play não vencendo Jesus. Mas, além do fairplay, também não podemos esquecer as hierarquias. Seria de mau tom o Espírito Santo humilhar Jesus, deixando-o outra vez a 10 pontos do Benfica…