terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Memórias em vinil (52)


De Richard Anthony  (1938-2015) - outro cantor egípcio naturalizado francês- todos se lembrarão de grandes sucessos como " C'est ma fête" ( 1963), Donne Moi ma chance ( 1963)  Ce Monde (1964)  ou "Au revoir" (1965)
Tudo canções que fazem parte da minha discoteca em vinil, mas às quais se podem acrescentar sem grande esforço de memória mais meia dúzia de canções que marcaram aqueles anos de ouro da minha juventude.
No entanto, a canção que escolhi para vos desejar as boas noites hoje, embora não tendo sido um estrondoso sucesso na voz de Richard Anthony é, possivelmente, a mais bela canção que ele interpretou.
Deixo-vos com Richard Anthony e "Aranjuez mon amour". Boa noite!


Those were the days (40)

Foto da Internet. Sem créditos

No dia 31 de Janeiro de 1891 houve um levantamento militar no Porto em protesto contra as cedências da Coroa ao governo britânico, o que inviabilizava a concretização do Mapa Cor de Rosa.
Das janelas da Câmara Municipal (ver foto), Alves da Veiga proclamaria a República, mas a revolta acabaria por abortar.
A Monarquia, exangue, duraria ainda 19 anos, mas a revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi um momento importante para o fim da Monarquia.
Os revoltosos foram todos julgados e condenados ao degredo em África, mas a revolta ficou para sempre  assinalada como o primeiro passo para a implantação da República.
Para a História ficaram gravados para sempre,na toponímia portuense, nomes de muitos revoltosos, com especial destaque para o advogado e diplomata Alves da Veiga, o jornalista Sampaio Bruno, o alferes  Malheiro, os professores Rodrigues de Freitas e Azevedo de Albuquerque ou o capitão Leitão e o comerciante Aurélio Reis ( pioneiro do cinema em Portugal).
Sem eles a História de Portugal teria, certamente, seguido outro rumo.

Caramelos Vaquinha (16)




A comunicação social não se cansou de reproduzir uma entrevista desta fervorosa adepta da caridade que já mais de uma vez se manifestou contra a solidariedade social.
A minha primeira reacção foi oferecer-lhe um lugar na Caderneta de Cromos, mas Isabel Jonet já lá está desde 2012, com o número 39..
Resta-me assim inclui-la nos Caramelos Vaquinha, lugar onde já devia estar desde o dia em que afirmou, numa outra entrevista de 2012, que  não havia  miséria em Portugal, porque o problema dos portugueses era estarem mal habituados.  A quê? "A comer bifes todos os dias e a alimentar bebés com Nestum".
Este fim de semana, em entrevista muito badalada pela comunicação social pafiosa, Isabel Jonet discorda do aumento do salário mínimo porque "aumenta os riscos de despedimento". Felizmente IJ esclareceu que é economista pois essa afirmação não só desvaloriza as suas afirmações, como explica por que razão madame Jonet confunde a caridadezinha com um negócio.
Useira e vezeira em conversa de ir ao cú, Isabel Jonet garante agora um lugar vitalício nos Caramelos Vaquinha.

Antes da cerimónia de investidura gostaria, porém, de lhe enviar um recadinho:
Sabe o que eu penso das pessoas que andam a brincar à caridadezinha para fazer política, Belinha? São os novos fariseus do século XXI. Utilizam a pobreza para se promover e dão razão aos que dizem que a Caridade é um grande negócio. A Belinha devia abster-se de desprestigiar instituições sérias. Em 2012 jurava que o desemprego era residual e não havia miséria em Portugal. O problema- segundo as suas palavras- era os portugueses estarem habituados a comer bife todos os dias e alimentarem os bebés com Nestum.Em 2016 já há miséria escondida e os números do desemprego são uma mentira do governo.
Sabe uma coisa, Belinha? Só não a mando bugiar porque seria muito soft para exprimir o desprezo que sinto por si. Mas aviso-a desde já que da próxima vez que decida encher os bolsos dos tios merceeiros com peditórios fariseus, não conte comigo. E se Passos Coelho a convidar para se candidatar à CML aceite. O Banco Alimentar Contra a Fome é capaz de ter lá gente interessada em fazer solidariedade social em vez de brincar à caridadezinha, para fazer política.

Keep calm! Tenho boas notícias



Numa demonstração de que o jornalismo português não está em crise, durante vários dias os telejornais abriram com notícias sobre o frio.
Eu sei que frio em Janeiro é uma coisa rara... no pólo sul mas alguém diga, por favor, aos jornalistas portugueses, que Portugal fica no hemisfério norte, pelo que frio em Janeiro é mesmo uma coisa normal.
 Agora que o frio se vai embora e deixa de ser notícia de abertura nos telejornais sou eu, à míngua de coisa melhor,  a trazer o tema do clima ao CR.
Tenho três notícias para vos dar. Duas boas e uma má.
Começo pela má: esta semana vai chover a potes. Mas como até as más notícias têm um lado bom, lembro que a chuva é boa para a agricultura e para encher as barragens.
Agora vamos às boas: 
- Já passou mais de um terço do Inverno. 
- Só faltam 55 dias para voltarmos à hora de Verão.
Portanto, animem-se!
E tenham um excelente dia, apesar da chuva.