segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Memórias em vinil (46)



Acabámos a semana com uma canção italiana e por lá continuamos no início desta.
Na primeira metade dos anos 60, a canção italiana rivalizava com a francesa e o Festival de Sanremo marcava os sucessos da época estival.
Em 1962, uma italiana sardenta e minorca lança-se no meio musical com uma canção sensaborona (La partita di pallone - O jogo de futebol) mas no ano seguinte  cativa os adolescentes com esta canção " Come te non c'e nessuno" ( vídeo acima)
Em 1964 tem outro grande êxito (Cuore, no link abaixo) mas nos anos seguintes não obtém grandes sucessos fora de Itália. Em 1968 casa e vai viver para a Suíça, desaparecendo praticamente do meio musical, embora vá aguentando a carreira até 2005, ano em que anuncia o abandono e se candidata ao Senado. Sem sucesso


Digam lá se não valeu a pena

Foto de Nuno Correia


Quando se iniciaram as obras do eixo central, entre o Marquês de Pombal e a rotunda de Entrecampos, assistiu-se a uma avassaladora onda de protestos.  Medina foi acusado de  estar a transformar a vida dos lisboetas num Inferno por razões meramente eleitoralistas. Ninguém acreditava que os prazos fossem cumpridos ( o final das obras estava previsto para Março)  e a direita avisava que as obras se iam prolongar até ao Verão.
A histeria da direita acabou por provocar um adiamento das obras da Segunda Circular, essenciais para tornar aquela via mais transitável.
Ontem ( com mais de dois meses de antecedência) as obras do Eixo Central estavam concluídas. A praça do Saldanha está com o belíssimo aspecto que se vê na foto, as avenidas da República e Fontes Pereira de Melo estão mais arejadas e quando as árvores crescerem e as esplanadas se encherem de gente, ainda vão ficar mais apetecíveis. 
As obras devolveram aquela zona da cidade aos cidadãos e faço votos que o mesmo aconteça noutras zonas. As cidades devem ser cada vez mais para as pessoas e não para os automóveis.
Ficaria bem à direita ( nomeadamente a Assunção Cristas, que tanto criticou as obras e tanto dinheiro gastou em cartazes de protesto) reconhecer a qualidade da intervenção efectuada e admitir que o Eixo Central está agora muito melhor do que antes. 
Pessoalmente, espero que as obras da Segunda Circular arranquem o mais depressa possível. E, já agora, que a polícia cumpra o seu dever de ser intransigente com os automobilistas que estacionam em segunda e terceira fila, em cima de passeios e noutros locais onde prejudicam o trânsito e os peões.
Lisboa é linda, mas pode ser muito mais apetecível, se os automobilistas forem mais educados e, sobretudo, mais civilizados.

Os Extraordinários




Roubei o título ao novo programa da RTP 1 das noites de domingo, mas não é sobre isso que vou escrever.
Os Extraordinários a que me refiro são o casalinho da foto de quem muito ouviremos falar nos próximos tempos. E não será por boas razões... (Já foi entregue  no Congresso um pedido para saída dos EUA da ONU).
Anda toda a gente muito preocupada com  Trump, mas mesmo aqui à porta há uma senhora capaz de trazer mais instabilidade à Europa do que o americano. Chama-se Theresa May e ameaça transformar a GB num paraíso fiscal se a UE não aceitar as condições que ela impõe para o Brexit. 
Como se isso não bastasse, parece estar fascinada com Donald Trump, o  homem que além de adorar muros, já decidiu apoucar 55 milhões de cidadãos americanos,falantes da língua espanhola, ao eliminar a página em espanhol da Casa Branca.