segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Memórias em vinil (41)



Mireille Mathieu  é uma das cantoras francesas com mais sucesso internacional, nomeadamente no Reino Unido, EUA, Canadá, Rússia, China e  Brasil. Apontada por muitos como a herdeira de Piaf, tem uma voz poderosa. Reconhecida como a maior embaixatriz da canção francesa, Mireille Mathieu recebeu ao longo da carreira inúmeras distinções internacionais. Em França foi galardoada com a Legion d'Honneur.
Começou a carreira em 1962,  ano em que Edith Piaf  faleceu. Em 2012 assinalou os 50 anos de  carreira e da morte de Piaf com um espectáculo no Olympia, sala onde  teve grandes noites de sucesso.
Recordo dois dos seus sucessos. Acima, podem ouvir "Mon Credo", uma das canções onde é mais notória a semelhança  vocal com Edith Piaf 


Num registo diferente, recordo também "Paris en colére"
E deixo-vos aqui outras sugestões que retirei do meu baú, para pesquisarem no You tube

Tenham uma excelente semana

A matilha



A questão da descida  TSU e do aumento do salário mínimo, tem mostrado a faceta mais nojenta da política portuguesa.
Custa-me aceitar que um  partido (PSD) que sempre defendeu a descida da TSU, venha agora manifestar a sua discordância, alegando que o assunto não lhe diz respeito, é um problema da esquerda e que (PASME-SE!) é a favor da descida da TSU, mas não para aumentar o salário mínimo!
O PSD continua a garantir que está do lado dos trabalhadores e coloca sempre os interesses de Portugal acima dos interesses partidários. Este caso  demonstra precisamente o contrário: a matilha de ressabiados está-se marimbando para os trabalhadores e para os interesses do país. Quer é instabilidade e regressar ao poder o mais rapidamente possível, para concluir o único objectivo a que se propôs: destruir Portugal, porque detesta o país que lhes roubou as mordomias dos tempos do colonialismo.
Assim, o melhor que esta matilha  de famintos tem a fazer é tirar  da lapela o pin com  a bandeira portuguesa e espetá-lo num sítio mais apropriado.
Mas, apesar da minha discordância, não deixo de acreditar que o PCP terá muita dificuldade em explicar aos trabalhadores as razões que levaram o partido a votar favoravelmente uma medida que impede o aumento do salário mínimo.
Nesta matéria, BE e CDS estarão mais à vontade, porque na verdade apenas usam os trabalhadores como escudo.
Em 2012 a descida TSU quase fez cair o governo Passos /Portas. O ex-líder do CDS engoliu em seco.
Seria  uma grande ironia se, cinco anos depois, a descida da TSU devolvesse o poder à direita, porque a esquerda foi incapaz de se entender numa matéria que, essencialmente, pretende garantir a melhoria das condições de vida de milhares de trabalhadores.

Caderneta de cromos (55)


Carlos Costa confirmou que a máxima popular "atrás de mim virá quem de mim bom fará" por vezes é certeira.
Tanto mal se disse ( e provavelmente  com razão) de Vítor Constâncio, por causa do BPN mas Carlos Costa, que lhe sucedeu no cargo tem uma folha de serviços indubitavelmente mais vasta. Do caso BES ao BANIF, passando pela CGD e pela inexplicável escolha de Sérgio Monteiro para   vender o Novo Banco, o governador do Banco de Portugal não acertou uma.  Em vez de se demitir, como faria qualquer pessoa com um mínimo de dignidade, depois de tanto lesar o país, CC mantém-se teimosamente à frente de uma instituição, para a qual poderá ter perfil, mas em termos práticos revelou não ter capacidade.
Durante o seu mandato tudo o que podia correr mal, correu. Incluindo a nomeação de um ponta de lança de Passos Coelho para vender o NB, tarefa que não foi capaz de desempenhar a contento. seria razão suficiente para CC apresentar a demissão e sair com honra.  Como não o fez, dou-lhe a honra de pertencer a esta caderneta de miseráveis.
Ficará, para a posteridade, ao lado do seu protegido