sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Memórias em vinil (40)


Sinceramente,já não me lembrava de Peter Mc Cann e, quando encontrei o disco, fui ouvir a música. Até porque o título " Do you wanna make love" é bastante apelativo e, como vamos entrar em fim de semana e o tempo está frio, parece-me uma boa sugestão.

Quanto a MC Cann, a Wikipedia informou-me que se trata de um cantor americano do Connecticut que vive  em Nashville, Tennessee, desde 1985,
Da discografia apenas se destaca esta canção que em 1977 atingiu o  5º lugar no Top 100 dos EUA.
Quando vi a data percebi como é que este disco chegou ao meu baú mas, para ser sincero, não me traz qualquer memória particular.

Desculpem a ignorância mas...

... alguém me sabe dizer se a Mãe de Ruben Cavaco passou recibo ao embaixador do Iraque?

Na Alemanha também se fazem leis com os pés

No dia em que se ficou a saber que os trabalhadores colaboradores das empresas têm mais habilitações literárias que os patrões (apenas a confirmação do que já se sabia)  o  governo alemão aprovou uma lei que visa contribuir para a igualdade salarial entre homens e mulheres.
À partida parece uma excelente medida mas, depois de esmiuçada, percebe-se que a lei foi feita com os pés.
Ora vejamos:
 Determina o legislador que as empresas com 200 funcionários ou mais são obrigadas a divulgar aos trabalhadores colaboradores os critérios que determinam diferentes salários. Se a justificação não for plausível ( ou não agradar aos sindicatos?) as empresas podem ser processadas. (Por quem? Pelo governo, pelos sindicatos, ou pelas trabalhadoras  colaboradoras que se sintam lesadas?).
Esta medida implica duas consequências: os patrões de empresas com uma dimensão média, tentarão não empregar mais de 199 trabalhadores colaboradores, para não terem de justificar as discrepâncias salariais e as trabalhadoras tenderão a fugir de pequenas e médias empresas que não empreguem mais de 199  pessoas.
por outro lado, alguém me explica a razão de o legislador ter fixado em 200 o número de colaboradores a partir do qual se aplica a lei? Num restaurante, por exemplo, que empregue 20 pessoas quem serve à mesa pode receber de forma diferenciada, consoante o sexo?
Destaque-se ainda que, as empresas que empreguem 500 pessoas, ou mais, são obrigadas a justificar, regularmente, que estão a fazer esforços para igualar os salários entre homens e mulheres.
Defendo, obviamente, a igualdade salarial, mas temo que num futuro próximo, se os legisladores continuarem a produzir leis fora do contexto, nos estejamos a confrontar com o problema dos salários dos colaboradores transsexuais.
Isto para já não falar das máquinas e dos robôs, cuja luta pela igualdade salarial promete ser acesa ao longo do século XXI. É que esta malta da Inteligência Artificial não vai em cantigas...


A descida da TSU beneficia os mais desfavorecidos

Para obter a concordância dos patrões na fixação do salário mínimo em 557€, o governo comprometeu-se a reduzir a TSU paga pelos patrões.
Já aqui manifestei a minha discordância com esta medida, embora ressalvando que se  essa foi a única forma de garantir a melhoria das condições de vida de milhares de famílias, talvez se justifique.
Ninguém esquece a gigantesca manifestação de setembro de 2012 contra a redução da TSU. Embora esta redução não seja comparável com a proposta pelo governo anterior, compreende-se que BE e PCP  mantenham a coerência e  manifestem desagrado por esta cedência de António Costa. Afinal, trata-se de abrir um precedente perigoso, que pode vir a justificar medidas mais gravosas num futuro próximo. Até porque- nunca é demais lembrar- os patrões são demasiado gulosos. Já tinham uma redução de 0,75%, concedida por PPC e agora, para aceitarem o aumento do salário mínimo quase exigiram o dobro (1,25%).
A questão deverá ser debatida em breve na AR , por iniciativa do BE. O PSD já avisou que está contra a redução da TSU e o CDS   deverá seguir o mesmo caminho, até porque a descida da TSU foi um sapo que Paulo Portas teve de engolir no anterior governo.
A reversão da medida  terá implicações no acordo sobre o salário mínimo, prejudicando milhares de famílias e esse é um argumento  que o governo irá esgrimir, para tentar dissuadir o BE de avançar com a proposta e  sensibilizar o PCP para votar ao lado  do governo.
Mas se a tentativa falhar, o governo terá ainda possibilidade de recorrer a um outro argumento: a redução da TSU é socialmente justa e beneficia os mais desfavorecidos.
Estupefactos? Eu explico:
Ora isso significa que os patrões têm mais dificuldade em dar respostas aos desafios do mercado global, do que os colaboradores que empregam. Face a estes dados agora conhecidos, a descida da TSU é uma forma de reduzir as desigualdades entre patrões e colaboradores.