sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Memórias em vinil (35)



O mais provável é que ninguém se lembre desta canção nem deste puto. No entanto, José  Almada foi uma revelação do Zip Zip que teve alguma notoriedade com esta canção que encontrei no meu baú. O disco, autografado, foi-me  oferecido pelo próprio e presumo que seja uma raridade.

As entrelinhas do 7

Ao contrário do habitual, não entrei em 2017 a fazer planos ou promessas de mudança de hábitos adquiridos. Nem sequer tomei resoluções quanto ao que pretendo fazer ao longo dos próximos 365 dias. 
Uma destas manhãs, porém, dei por mim a pensar como tinham sido vividos os meus anos terminados em 7 e cheguei à conclusão que foram sempre anos de mudanças significativas. 
Estou certo que as revelações que se seguem nada contribuirão para justificar o tempo que os leitores perdem quando  vêm ao CR, mas senti necessidade de fazer este registo e decidi partilhá-lo convosco.

1957- Neste ano terminei a primeira classe e, pela primeira vez, tive a noção do significado de ter  resultados após um ano de trabalho. Foi um passo importante na minha formação  ( e penso que de todas as crianças)

1967- Entro na Faculdade de Direito e venho viver para Lisboa

1977- Vou para os Estados Unidos

1987- Vou viver para Macau

1997- Dou por terminada a aventura argentina e regresso a Portugal, após 20 anos de vida de andarilho

2007- Abandono  um projecto editorial e passo a jornalista freelancer,  Inicio-me na blogosfera. Logo em Janeiro no Além Bojador ( um blog plural que reunia bloggers dos 5 continentes) e em Setembro aqui, no Crónicas do Rochedo

2017 (?)

Se acrescentar que foi  na década de 70 que troquei o curso de Direito pelo de Psicologia; que tive a primeira experiência de vida além fronteiras (Inglaterra);   que a minha vida mudou graças ao 25 de Abril, cujas primeiras peripécias vivi em Mafra onde estava cumprir o serviço militar ou que foi nessa década que perdi o estatuto de solteiro, por causa de um casamento tão breve quanto a revolução dos cravos, talvez seja caso para concluir que os anos com 7 foram ao longo da minha vida sinónimos de mudança.
Nunca tinha pensado no assunto  mas ao fazer este flashback senti algum desconforto. Já não tenho idade para grandes mudanças (  positivas e com perspectiva de futuro) pelo que espero que em 2017 não se registe aquela mudança que ninguém gosta de experimentar e nos primeiros dias de 2018 possa estar por aqui a desejar-vos um excelente ano.

Pão p'ra malucos

Espera-se a todo o momento a declaração de um dos aios de Cristas (Adolfo ou Nuno) garantindo que a descida do desemprego se ficou a dever ao excelente trabalho do governo Passos/Portas. 
Talvez tenham alguma razão. Lembremo-nos que foi o governo anterior que obrigou centenas de milhares de portugueses a emigrar.