terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Memórias em vinil (32)

Nos anos 60, o festival da Eurovisão ainda era uma plataforma segura para atingir notoriedade no meio musical.
Em 1965, a parisiense France Gall   foi a vencedora em representação do...Luxemburgo. A canção (Poupée de cire, poupée de son) é desenxabida e a voz de France Gall um bocadinho irritante para o meu ouvido, mas a vitória garantiu-lhe a venda de muitos milhões de discos e muitos contratos para actuar por toda a Europa e também no Canadá.
Não me lembro de outra canção de France Gall, pelo que se os leitores puderem dar uma ajuda, agradeço.
Entretanto, divirtam-se a ver o vídeo, porque vale mesmo a pena recordar a voz e a postura corporal da vencedora do Eurofestival 65.



Teresa



Na promoção de um programa sobre violência doméstica, na Antena 1, ouve-se o testemunho de uma mulher. Chama-se Teresa. A sua história é igual à de muitas outras mulheres: aguentou estoicamente, em silêncio, durante 30 anos a brutalidade do marido. Até que um dia foi pedir ajuda.
Há muitos casos assim, como sabemos. Mulheres que alegando a defesa do interesse dos filhos, ou outro motivo qualquer, aceitam em silêncio a brutalidade dos maridos ou companheiros.
A história de Teresa, porém, tem algo de insólito. Ela não sofreu maus tratos do marido durante 30 anos, porque não está casada há tanto tempo. Ela começou a ser vítima de violência durante o namoro, aceitou a situação, terá acreditado que o namorado se acalmava depois de casar e passar a ser marido ( mas por amor de quê, ou de quem,  iria alterar o seu comportamento após dizer um Sim na Igreja  ou assinar um papel na Conservatória?)
Teresa acreditou que o namorado mudava, mas não devia. E quem fez  o spot de promoção devia ter incluído este depoimento?
Não devo ser o único que, depois de ouvir a história de Teresa, se desinteressou do programa. Afinal o que leva uma mulher, vítima de violência durante anos de namoro, a casar com um bruto? Amor? Só se for cego. Fé? Em matéria de amor, a Fé é má conselheira. Masoquismo? Talvez. Há sempre quem acredite na máxima do "quanto mais me bates mais gosto de ti".
Há, no entanto, uma virtude nesta promoção. Alertar as jovens que um namorado violento será um marido violento. O problema é que as jovens não ouvem rádio. Ou, pelo menos, este tipo de programas. 

O Diabo finalmente apareceu



Passos Coelho prometeu que o Diabo viria em setembro, mas ele não apareceu. Soube o CR, de fonte segura, que o Mafarrico  enviou uma mensagem ao líder do PSD dizendo que com o calor que estava em Portugal, preferia manter-se no Inferno, porque estava mais confortável.
Dias mais tarde, Marilú foi à SIC  garantir que até final do ano o Diabo viria com toda a certeza.
Não veio. Ou melhor... ele esteve em Portugal, mas ninguém o viu.
No entanto, o CR está em condições de confirmar que o Diabo foi avistado num bacanal com Marilú e Paulo Portas. O local não pode ser divulgado por razões de segurança, mas a foto obtida pelo  "We Have Kaos in the Garden" confirma a sua presença. Há, no entanto, um pequeno pormenor. A foto, como se pode ver, foi tirada em 2014, na altura em que Marilú, Portas e Coelho infernizavam o país. Foi neste dia que Marilú e Passos se familiarizaram com o Demo, mas apesar de toda a intimidade, o Diabo recusou-se a aparecer publicamente em Portugal.
Entrevistado em exclusivo pelo CR, disse:
"Adoro bacanais. Ficarão para sempre na minha memória aqueles em que participei com Marilú e Paulo Portas, mas neste momento quero preservar a minha imagem. Essa foto já me vai causar dano, pois não é este o momento oportuno para  ser visto na companhia de Marilú, disfarçado de Pedro Passos Coelho. O meu amigo Paulo Portas, de quem tenho imensas saudades, que me perdoe, mas tenho de ser realista e refrear os meus ímpetos. Com o Costa não se brinca". 
E lá foi à vida, com ar malicioso de quem ia para uma sessão de BDSM com a sua castigadora preferida.