sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Raríssimas: a mim não me enganas tu!

Devo ter sido dos poucos portugueses que não me indignei nas redes sociais com o caso Raríssimas. O meu silêncio deve-se a um conjunto de razões que passo a enunciar:
- Infelizmente, o caso Raríssimas não é nada raro em instituições apoiadas por dinheiros públicos. Foi por isso que, inicialmente, achei estranha a divulgação deste caso, em contraponto com outros que chegaram ao conhecimento da TVI e de outras televisões e jornais, mas a que não foi dada importância. 
- Era óbvio que a  divulgação do caso Raríssimas tinha objectivos que ultrapassavam os interesses sobre o que se passava na IPSS. Só assim se justifica que Ana Leal tenha chegado à baixeza de divulgar imagens que sugerem uma ligação afectiva entre Paula Brito da Costa e Manuel Delgado.
- Apercebi-me rapidamente que a direita, fiel ao seu desprezo pelos portugueses, teve o comportamento habitual: aproveitar o caso para fazer chicane política e pedir a demissão do ministro.
- Ao constatar que o tesoureiro que trabalhou seis anos na Raríssimas (2010/2016) só começou a indignar-se com toda a situação, quando o tesoureiro que lhe sucedeu "pôs a boca no trombone", admiti desde logo que poderíamos estar perante uma vingançazinha de alguém dentro da Raríssimas.
- Hoje à noite, o Sexta às 9 divulga a investigação que fez sobre as Raríssimas, que confirmam as minhas suspeitas.
A direita, que utiliza as IPSS para promover a sua asquerosa política de caridadezinha com que vai extraindo dividendos, ( leia-se:votos) agradece.
Na próxima semana voltarei ao tema, de forma mais desenvolvida. Tenham um excelente fim de semana  

10 comentários:

  1. A mim interessa-me saber o que se passou, passa e passará.
    Há muitas informações que terão de ser esclarecidas, apurar o/e quem falhou.
    Não me interessa absolutamente nada a cor politica dos intervenientes mas interessa-me que o assunto fique resolvido pois quem vai sair mal são os doentes e suas famílias. Acho isto vergonhoso.

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    1. A mim também não me interessa a cor política. Interessa-me apenas que a investigação jornalística vá ao fundo das questões e não se fique por "aquilo que dá mais jeito". O caso Raríssimas é realmente vergonhoso, mas o caso IURD é repugnante e envolve crimes com crianças, Papoila.

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  2. A mim também não, Carlos. O que não significa, obviamemte, que quem de direito não deva investigar o que se passou. Infeizmmente, quem de direito (o Ministério Público) investiga pouco e, pelo que tenho visto, é vesgo. Só olha para o lado esquerdo.

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    1. O MP é vesgo e o jornalismo está cada vez mais sofisticado, Francisco. Faz um grande trabalho de investigação, mas só divulga a parte que interessa aos seus objectivos.

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  3. IPSSs..a direita... rarissimas-...a direita... o tesoureiro...a direita...a jornalista... a direita... o seu blog precisa de ir urgentemente alinhar a direcção! Ou será uma rarissimas da internet?
    ricardo cunha

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    1. E você precisa de alinhar a interpretação de textos para não escrever disparates e fazer interpretações que não estão no texto.

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  4. a notícia da tvi já conseguiu a linha, agora estão à procura do bingo. Dar um rombo num dos principais ministros do governo seria a cereja no topo do bolo.

    E com isto tudo vai uma instituição à vida

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  5. É assim, a questão da Raríssimas na TV já chateia (ainda que Letícia seja uma estampa sempre agradável). E chateia mais ver o interesse mórbido dos portugueses pelo caso, ficam a cuscovilhar na net para saberem mais, comentam uns com os outros n vezes, cada um acrescenta seu ponto. Segundo consta, as IPSS estão cheias dessas nódoas - o que não faz da Raríssimas uma vestal - e deviam era desbroncar todas sem olhar para o lado, escolheram aquela, talvez pela dita vingança - que por esse motivo não se torna inocente.
    Pois a mim magoa-me um bocado que andem essas tais IPSS a gastar verbas que são em parte nossas e têm outros destinos. Ou teriam. E mesmo desconhecendo pormenores, o que gostava era que as contas fossem de facto fiscalizadas e a transparência nas instituições, só para variar, fosse real. Mas temos um Portugal a brincar à caridade, sem compaixão por quem precisa. Eu quero que todos os ladrões da coisa pública vão dar uma curva. Longe. Longe. E que se percam e não regressem, se morrerem também não se perde nada. Ó vida esta que todos os dias nascem falcatruas. São umas atrás das outras. Não poderiam ao menos fazer umas tréguas pelo Natal? Assim uma espécie de cessar fogo, nem que fosse só por uns dias.Calhava bem.

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  6. Concordo contigo e tudo isto me indigna!
    Bom fim de semana também

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