sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Ora gaita!

Lamento desiludir alguns entusiastas da "purificação social", mas estou muito mais impressionado com as reportagens da TVI sobre o rapto   de crianças para adopção praticado pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), do que com a actuação da fundadora e presidente da Raríssimas.
Pensava eu que a minha postura seria a normal num país  onde há centenas ( quiçá milhares) de casos iguais ao da Raríssimas.
As redes sociais, porém, desmentem-me. Vejo centenas de posts sobre a Raríssimas tendo como denominador comum  a tentativa de matar politicamente um ministro, mas ainda não consegui ler nenhum sobre uma Igreja ( ou será seita?) brasileira que criou um lar ilegal para crianças, em Lisboa, com o intuito de  adoptar  ( e eventualmente traficar?) crianças para adopção, roubando-as às mães.
Mas isso não interessa nada à tugalhada.  A futebolização da vida política e social portuguesa, transformou a formação cívica numa mera futebolada entre duas equipas de bairro.
Talvez por isso os tugas não consigam descortinar a diferença entre uma fulana que utilizou em proveito pessoal uns milhares de euros, mas criou uma instituição que faz um trabalho meritório e um burlão brasileiro que explora a crendice de milhares para enriquecer e não tem qualquer pejo em usar crianças para prazer pessoal.

Em tempo: claro que vou escrever sobre o caso Raríssimas, mas dentro de um contexto que tem sido menosprezado pela comunicação social e pela opinião pública e, em minha opinião, é o que mais interessa analisar.

9 comentários:

  1. Olá!Então como vais?...
    Abraço Carlos!

    Rodrigo

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    1. Parafraseando um tio meu, diria que "vou teimando", meu caro Rodrigo. Abraço

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  2. E o que é que o meu caro Carlos diz disto?

    https://zap.aeiou.pt/ex-presidente-da-rarissimas-so-sai-da-associacao-indemnizacao-subsidio-desemprego-184057

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    1. Digo que não é bonito, meu caro António, mas está de acordo com o que escrevo no post acima.
      Abraço e bom fds

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  3. Não consigo comentar sobre essa maldita seita, é doloroso demais.

    Beijinhos Carlos.

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  4. Devem as IPSS terem uma gestão "profissionalizada" ou assente no "nacional-porreirismo" e no "amor à camisola"? Devem os administradores terem contrato de trabalho ou não ? Devem as IPSS serem fiscalizadas ou não e por quem, considerando que por vezes a ocasião pode fazer o ladrão ? Dizem que a Raríssimos é um caso de sucesso no seu campo de intervenção e valiosa a sua acção. Admitamos que sim. Mas isso não pode, não deve servir para (aparentemente) desculpabilizar administradores que prevariquem, ao estilo daquele autarca de sucesso apresentado como exemplar exemplo e cujo eleitorado lhe continua a dar estrondosas vitórias com o argumento que ouvi de muito eleitores de que "roubou, mas fez obra" como se por esse país fora não haja muito quem faça obra, sem roubar. Quanto a todo o cenário e indignações casuísticas em torno da Rarissimos, a questão que se põe é que à faltada vinda do Diabo há que descobrir fontes de diversão, não porque interesse a água limpa mas sim porque a maioria da comunicação social, com angélica inocência, faz pela vidinha, videirinha. Mas ... sendo privadas as IPSS, porque agora querem meter mais Estado ao barulho quando advogam a sua existência à dimensão mínima de assegurar negócios e prevenir/reprimir levantamentos das massas intoxicadas ?

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    1. Questões muito pertinentes as que aqui levanta, Victor, e que vão ao encontro do que escrevo num post que já devia ter publicado, mas que tenho de reduzir, porque já ia em 11 mil caracteres :-)

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  5. Lá está, Carlos, todos os caminhos vão dar a Fatima por mais que tenha colocado a tabuleta a indicar outra direção.

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