terça-feira, 7 de novembro de 2017

Às vezes chegam cartas






Ainda sou do tempo em que os Correios portugueses eram considerados os melhores do mundo. Também ainda me lembro que, apesar de funcionarem bem e darem lucro, os CTT foram privatizados por esse fanático das privatizações que governou o país durante quatro anos.
Foram privatizados apenas porque sim, dentro da lógica  mercantilista de um jagunço apologista de que tudo deve ser vendido desde que dê lucro. Gente que só não vende a Mãe porque não encontra comprador.
Vem este introito a propósito do mau funcionamento dos CTT desde que foram privatizados e de que já dei aqui alguns exemplos.
Esta semana trago mais uma situação caricata. Na última quinta-feira estranhei que a VISÃO não estivesse na minha caixa do correio por volta das 10 da manhã.
Pensei que por alguma razão o carteiro se tivesse atrasado mas, ao constatar que depois do almoço ainda não chegara, interpelei a porteira.
Fiquei então a saber que a carteira está de férias e o seu "giro" está a ser feito por um colega. No entanto, o colega faz primeiro o seu "giro" e só faz o da colega, se o volume de correspondência assim o justificar.
Eu não queria acreditar, mas fiquei depois a saber que a mesma situação ocorre pelo menos noutros pontos do concelho de Lisboa. Por esta lógica, é provável que dentro de algum tempo a distribuição de correio ao domicílio passe a ser semanal.
E quanto ao atendimento ao público, situações como esta tendem a tornar-se banais

15 comentários:

  1. Evito pensar que os correios foram privatizados. Acho péssima ideia e nunca vi tamanha burrice. Se mais não houvera, esta decisão bastara para querer mal a Passos Coelho. Ainda que, para já, não note nos serviços qualquer diferença. Talvez porque recebo pouco correio e sem data marcada. As notícias já não chegam por carta:). A vida muda.

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    1. Desculpe lá, Bea, mas se não nota diferença, das duas uma:ou vive num meio muito pequeno ou não utiliza os balcões dos CTT

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  2. Praticamente não recebo correio desde que passei a pagar a água, luz, gás e todas as outras facturas por débito directo.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Tenha cuidado com o débito directo, porque se houver uma rotura ou qualquer outra desgraça, vão sempre á conta, durante muito tempo, mesmo depois de morta pode deixar muitos problemas para outros. A mim até achei piada, porque quando a CMC. resolveu alterar a numeração das ruas, de acordo com a dimensão, nem no Saldanha me conseguiam meter o novo código postal, que alterou a extensão em função da nova numeração. Teve de meter gente importante porque o sistema não aceitava. Isto porque me atrasei a mudar o código da residência da minha Mãe, quando ela faleceu e cuja herdeira era eu...
      (tinha um erro na redacção que alterava o sentido)

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    3. Não alinho nos débitos directos, Elvira. Uma vez apareceu uma conta da EDP de 2000euros e vi-me grego para lhe devolverem o dinheiro, cobrado por engano.

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    1. Pois ... Outrora a correspondência do estrangeiro, designadamente encomendas de livros e outras, mesmo que registadas eram diligentemente distribuídas pelos CTT, na lógica do serviço público. Agora há várias empresas privadas que distribuem ao domicílio e com "balcão" nesta ou naquele local. Mas não em todo o Portugal. Em dia destes recebi uma encomenda de livros da Bélgica remetida através duma FedEx. Se não pudesse estar em casa ou não tivesse um endereço alternativo teria de ir de Setúbal ao Montijo ... para levantá-la. São as maravilhas da privadas- Aliás é notável que com a filatelia e o balcão bancário os CTT passaram a dar ... prejuízo. O fim já se sabe qual será muito previsivelmente.

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    2. E se estiver em casa tem de ser rápido a atender porque eles não esperam. Deixam o número 707...para ligar. Isto se viver numa vila desenvolvida e central.

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    3. Ia responder, Victor, mas a Anfitrite já disse tudo.

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    4. EM TEMPO - De Setúbal ao Montijo e regresso são cerca de 70 km por Auto-estrada (com portagens) ou pela EN, com acréscimo de despesas quer se utilize transporte privado quer público. É o empreendedorismo em todo os seu esplendor.

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    5. Não falando de geografia e em relação a outro postal do Carlos, acho que quem lê este blogue sabe a que distância fica Montijo de Setúbal e as alternativas que tem. Para já não falar dos problemas de trânsito dentro das cidades. Ou então eu sou uma privilegiada porque sempre tive amigos no Montijo e passei muitos fins-de-semana na Av. João de Deus. Até inaugurei a ponte Vasco da Gama para lá ir almoçar. Que saudades eu tenho desse tempo. E que deus me perdoe, além de ir muitas vezes ouvir fados em casa particular, também cheguei a ir assistir a largadas, até na Moita...:)

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  4. Bea tente ir a uma estação de correios e verá a diferença. Desde que foram privatizados correram com os velhos, já ninguém lá vai pagar, água luz ou telefone e dar dois dedos de conversa, porque até mudaram as pessoas se sítio para nã haver conhecimentos. Até os bancos tiraram para não se estatelarem lá á espera. Que esperem de pé, porque os serviços até não são mais rápidos e aproveitem o tempo para ver toda a publicidade que eles puseram nos escaparates espalhados pelas salas. As compras pela net também já têm firmas que entregam em casa.
    Até me diverti com o assalto que estão a fazer às acções dos Correios. Depois deste ataque não mais serão os mesmos. Os grandes Fundos sabem como agir. Perder 30% de valor num dia é muita coisa. Até o Estado os multou agora por não cumprirem o prazo de 15 dias para entrarem uma carta. Que rico país. Até já nem penso nos desempregados...

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    1. Em localidades do interior talvez ainda sejam o amparo dos velhos, embora seja frequente encontrar os CTT em mercearias e tabernas, porque os balcões encerraram.

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  5. Como já aqui referi, a minha mãe foi chefe de estação de Correios toda a vida profissional.
    Custa-me tanto ver os Correios assim na lama.

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