quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A justa luta dos professores

Compreendo muito bem a luta dos professores mas, convenhamos que a sua situação melhorou muito depois do 25 de Abril.
Tenho a certeza que alguns deles ainda se lembram muito bem desta que o Estado Novo impunha às professoras.

9 comentários:

  1. Caro Carlos, a grande maioria dos professores lembram-se disso pois cerca de 80% (exatamente 77,3%) contam mais de 40 anos... E esta realidade do envelhecimento da classe a que acresce a crescente perda da dignidade da carreira contraria a sua conclusão. Eu diria que melhorou muito, até voltar a piorar... muitíssimo!

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    1. Pois, meu caro Rogério, mas se os profs tivessem sido tão enérgicos nos protestos no tempo dos Pafiosos, como têm sido com este governo, talvez as coisas não se tivessem deteriorado tanto. O problema é que protestam com mais energia contra um governo que está do lado deles e até já lhes explicou a razão porque não pode repor uma situação que se arrasta há quase 10, do que contra um governo que os enxovalhou e despediu aos milhares. Quando a memória é curta...

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  2. Que bem me lembro!! Já a minha mãe era professora... e eu própria, nos primeiros anos não ganhei nas férias e cheguei a ganhar apenas as aulas que efetivamente dava... anos 60...

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    1. Conheci muita gente nessa situação, Graça. Até nos anos 70, depois do 25 de Abril...

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  3. Bom. Perdi o meu longo comentário. Portanto vou só dizer que hoje esse papel é risível, mas que, em parte, o entendo. E que os professores não progridem na carreira há muitos anos e cada vez a sua vida é mais dificultada. Se há dinheiro para tanto...não me cabe; também não sei se estão a beneficiar um sector e deixar cair outro mais necessitado. Neste país é muito difícil saber-se para que lado vai o barco.

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  4. Penso que há muita política errada no ME; que os nossos alunos sabem pouco e escrevem mal apesar dos progressos que regista o PISA e que até nem entendo bem; que os professores perderam a autoridade que tinham e eram; não entendo a razão de tanto papel e tanta justificação em reunião para reter um aluno (mais parece que todos têm de transitar).
    É verdade que a progressão dos professores está congelada há muito ano. A única coisa que não sei é se o país aguenta com tanta despesa junta.
    Bom, se eu disser que até entendo parcialmente as exigências feitas ao casamento das mulheres, é certo que me batem. Mas "ser marido de professora" era uma profissão talentosa, permitia a uns mânfios viverem a vida inteira à custa delas. Talvez se tentasse - também - evitar isso. Mas nada se evitou. É certo, era um atentado à liberdade de quem nunca a teve e ainda não tem assim tanta. Lido hoje, é risível.
    Olha, afinal, sei lá porquê, o comentário não evaporou:).

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    1. Estou totalmente de acordo com as considerações que faz, Bea ( e desta vez não estou a brincar:-)) Parece que os profs estão a precisar de um outro Gaspar que lhes diga: Não há dinheiro. Agora digam qual foi a parte que não perceberam.

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    2. Sobretudo aquelas que iam para aldeias remotas, sem transportes e onde faltavam homens que tinham emigrado e depois para a guerra. Mas as exigências não eram só para as professoras. Até haviam as que não podiam casar e as que eram reféns dos maridos.

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  5. Publiquei ontem juntamente com outras pérolas.

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