quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Xi Jinping: he has a dream!



Começa hoje o Congresso do Partido Comunista  Chinês. Xi Jinping é uma das figuras com mais autoridade na China, desde  Mao Tse Tung, tendo alicerçado o seu poder na promessa (efectiva) de combater a corrupção que ameaçava minar o partido e, quiçá, o regime. 
Os meus amigos chineses ( e também muitos portugueses) irritavam-se muito comigo quando eu dizia que a pior desgraça que poderia acontecer ao mundo, era a China tornar-se um país democrático de modelo ocidental.
Xi Jinping pensa da mesma maneira e pretende que em 2049 a China se torne uma nação ainda mais rica e poderosa, com uma sociedade moderna e próspera onde a pobreza esteja erradicada, mas seguindo o seu próprio modelo. 
Tenho profundo respeito e admiração pela milenar cultura chinesa e é com muito orgulho que sou padrinho de casamento de amigos chineses, de cujas uniões resultaram frutos de que sou padrinho. Tenho assistido com muito interesse e algum enlevo à modernização da China, conseguida sem abdicar da sua identidade e cultura e  rejeitando subordinar-se ao modelo ocidental made in USA.
Esse é o desafio que Xi Jinping quer concretizar, sem grandes sobressaltos. Para tal, irá tentar quebrar várias regras de sucessão do poder, entre as quais a de que ao fim de 10 anos terá de abandonar o cargo. 
Dentro de dias ( não é possível dizer exactamente quando, porque os Congressos do PCC têm data de início marcada, mas não data de encerramento), saberemos se da reunião magna do Palácio do Povo na Praça de Tian An Men sai fumo branco para um sucessor de Xi em 2022, ou se há indícios de que o seu mandato se pode prolongar, quebrando assim as regras estabelecidas pelos cânones de Pequim.




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