sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Street Food



Ainda sou do tempo em que havia arraiais. Para quem não sabe, arraiais eram bailaricos em que havia roulottes ou tendas onde se vendiam couratos, cachorros, bifanas e outras iguarias ricas em gordura, cozinhadas em condições de higiene muito duvidosas. Juntavam-se uns putos a vender rifas para uma obra social, convidava-se um artista para animar  a malta, bebiam-se umas bejecas e estava feito.
Hoje em dia, organizam-se umas manifestações ao ar livre  onde há uns entretenimentos para putos, umas barracas de venda de produtos de artesanato e outras de  associações que organizam peditórios e vendem alguns produtos mais ou menos imprestáveis. Nestas manifestações,  as comidas continuam a ser confecionadas em condições  de higiene muito duvidosas mas, como existe a ASAE e  as roulottes e tendas foram substituídas por veículos retro,  triciclos ou outros veículos muita giros, as pessoas confundem aquilo com comida gourmet e chamam-lhe Street Food.
Se é para continuar a vender lixo alimentar, não precisam de usar anglicismos

4 comentários:

  1. É capaz de ficar com um ar mais modernaço. Ou parecer que é coisa boa. Não sei. Não me lembro de consumir refeições de rua senão no estrangeiro. Souberam-me lindamente.

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    1. Bea os cachorros com ou sem cebola na velha Albion ou as panquecas ou crepes em Espanha eram uma maravilha. mas agora ainda podemos ir á feira do Artesanato no Estoril, aos mercados da esquina da rua e lambuzar-nos com torresmos que o Carlos não mencionou.

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  2. ; ))))

    As Street Food por aqui são muito boas!!! Há muita fiscalização.

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  3. Agora usam anglicanismos para tudo. Quanto mais usarmos maior porcaria será. melhor é mesmo um termo nativo e comer uma iguaria por exemplo em Marrocos cheia de moscas em cima, que também sabe bem.

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