sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Nobel da Literatura para Ishiguro



Durante anos António Lobo Antunes foi apontado como candidato ao prémio Nobel da Literatura, mas a escolha da Academia Sueca acabou por recair em Saramago. Desde então, as hipóteses de António Lobo Antunes vencer o Nobel reduziram-se drasticamente.
Lembrei-me disto quando  soube que o Prémio Nobel da Literatura deste ano tinha sido atribuído a Kasuo Ishiguro.
É que desde há anos Haruki Murakami  era apontado como  o escritor japonês  com mais possibilidades de um dia vencer o Nobel da Literatura.
Embora Ishiguro seja anglo-japonês, a sua escolha vem igualmente diminuir a possibilidade de Murakami vir a conquistar um Nobel. Todos sabem que sou admirador confesso do autor de IQ84, pelo que fiquei um pouco decepcionado ao aperceber-me que  dificilmente receberá o Premio Nobel
Não está em causa o mérito de Ishiguro, de cuja obra apenas li " Os Despojos do Dia" e "Nunca me deixes", mas  a escrita e a imagética de Murakami são, em minha opinião, superlativas.


7 comentários:

  1. Da mesma forma que Margaret Atwood talvez não tivesse sido considerada para o prémio. Alice Munro recebeu-o em 2013.
    Já requisitei alguns livros de K. Ishiguro. Apenas vi o filme e depois li (por alto) “The Remains of the Day”.

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    1. O romance é muito mais interessante do que o filme.

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    2. Sim, mas o filme está muito bem adaptado. Creio que recebeu várias nomeações para o Óscar.
      Os livros – com raras exceções – são melhores que os filmes.

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  2. A minha favorita, Agustina Bessa-Luís, também nunca receberá o Nobel.

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  3. Por acaso gosto mais de Agustina e do seu mundo escrito, todo meandros rococós mas de bom gosto e inteligentes qb, do que do mundo de Saramago, escritor a quem também prefiro António Lobo Antunes. Qualquer dos dois me entusiasma mais.
    No que respeita ao Nobel da Literatura...procuro quase sempre ler um ou dois livros, caso desconheça o tom da sua escrita. Porque, ao invés de muita gente, julgo-os, à partida, bons escritores. Porém, em meu entender, não são categoria à parte. Há gente que escreve muito bem e nunca chega sequer a ser apontado para o nobel. E quem seja apontado e nunca o receba. O que não lhes belisca a qualidade. Talvez a sua vaidade se sinta lograda, quiçá, se sintam injustiçados (para quem concebe que justiça é ganhar prémios); a obra que deixam fala por si. No caso da escrita, a qualidade fica plasmada. Impressa. É iniludível. E só a autêntica sobrevive.

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